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Marjorie Estiano explica escolha por não ter filhos: 'Nunca pensei nisso'

Em podcast, Marjorie Estiano falou sobre sua decisão de não ter filhos, a relação difícil com a mãe e como a terapia a ajudou a se conhecer melhor. Leia a história completa.

27 mai 2026 - 11h30
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Conhecida pela discrição que mantém fora das telas, Marjorie Estiano surpreendeu ao abrir o coração em uma rara declaração sobre sua vida pessoal.

Foto: Divulgação/TV Globo / Alto Astral

Durante participação no podcast Isso Não É uma Sessão de Análise, a atriz falou com sinceridade sobre sua decisão de não ter filhos, a relação turbulenta com a mãe e o papel transformador que a terapia teve em sua vida.

"Nunca pensei nisso"

Ao ser questionada sobre planos de ter filhos, Marjorie foi direta. Ela revelou que a relação difícil com a mãe, Marilene Oliveira, durante a juventude influenciou nessa escolha e que, por muito tempo, essa decisão funcionou como uma forma de se proteger.

"Nunca [pensei nisso]. Acho que talvez por ter esse ambiente mais bélico com a minha mãe, eu falei: 'Não quero ter filhos. Não é bom isso, isso não é legal, não quero ter'", contou ela.

A atriz também revelou que essa postura prática e objetiva diante da vida se estendia para outros aspectos afetivos. "Rejeitava o romantismo e tudo que fosse mais amoroso e afetivo nas minhas relações. Sou uma mulher prática, objetiva: não quero ter filhos, não quero ter descendentes", disse.

A relação com a mãe e o distanciamento

Marjorie revisitou memórias delicadas da juventude ao falar sobre os embates com a mãe. O ponto de maior tensão entre as duas foi quando a atriz decidiu se mudar para São Paulo, uma escolha que Marilene não apoiava e que resultou em um período de silêncio entre elas.

Com o tempo e a maturidade, Marjorie foi construindo uma compreensão diferente sobre essas feridas. E foi na terapia que esse processo ganhou profundidade.

A terapia como ferramenta de vida

Para Marjorie, o acompanhamento psicológico não é necessidade básica. A atriz defendeu que o autoconhecimento deveria ser ensinado desde cedo, com o mesmo peso das disciplinas escolares tradicionais.

"A análise é um processo de autorreflexão e de autoconhecimento que deveria estar junto do português e da matemática. É básico, você precisa, talvez seja mais importante até do que isso. Você precisa se conhecer para conseguir viver em sociedade, na sua 'plenitude', no seu lugar potente de comunicação e de entendimento", pontuou.

Foi também através da terapia que ela passou a enxergar sua resistência ao afeto de forma diferente: não como uma característica da personalidade, mas como uma defesa construída ao longo do tempo.

"Depois que fui entendendo que isso é uma defesa, porque queria e desejava muito esse lugar [romântico], mas não sabia muito como [alcançar], então, [entendi que] não é para mim", explicou.

Uma escolha, não uma falta

A declaração de Marjorie chega em um momento em que o debate sobre maternidade opcional ganha cada vez mais espaço na sociedade. Ao falar abertamente sobre suas motivações, a atriz se junta a um número crescente de mulheres que escolhem caminhos diferentes do modelo tradicional de família.

Mais do que uma revelação sobre filhos, o relato de Marjorie é sobre autoconhecimento, coragem de olhar para dentro e a liberdade que vem de entender quem se é e o que se quer de verdade.

Alto Astral
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