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'Máquina da beleza' vende 'rostos humanos' em crítica a padrões estéticos nas redes sociais

Instalação em Londres critica influência da inteligência artificial na autoimagem e papel dos algoritmos na internet

10 abr 2026 - 04h57
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Máquina interativa vende 'rostos humanos' no Reino Unido
Máquina interativa vende 'rostos humanos' no Reino Unido
Foto: Reprodução/Instagram @dove.uki

Uma marca de itens de produtos para higiene e cuidados pessoais instalou a máquina interativa The Beauty Machine ("Máquina da beleza", em português), na Estação Waterloo, em Londres, para demonstrar como algoritmos das redes sociais estão reforçando padrões de beleza. 

Ao interagir com a máquina, o público buscava uma variedade de rostos. No entanto, o equipamento entregava feições repetidas, frustrando quem participava da ação.

De acordo com a Dove, marca responsável pela instalação, a ideia é mostrar ao público rostos aparentemente diversos, mas que, na prática, não mudavam, como costuma acontecer quando se navega em feeds de redes sociais cada vez mais uniformes e distantes da realidade.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Iniciada no final de março e criada pela agência Ogilvy UK em parceria com a documentarista Lauren Greenfield, a ação critica a homogeneização estética promovida pela inteligência artificial e pelo engajamento digital. "Em meio à multidão, a 'Máquina da Beleza' levanta uma questão ainda maior: o que acontece quando a beleza começa a parecer igual para todos?", questiona a Dove nas redes sociais.

A iniciativa busca traduzir de forma visual um fenômeno já observado no ambiente online: conteúdos que seguem determinados padrões de beleza tendem a performar melhor, o que leva os algoritmos das redes sociais a priorizá-los. Com o tempo, a diversidade de rostos exibidos aos usuários fica mais restrita.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A ação também inclui a participação dos visitantes, com um casting aberto da marca. O público envia fotos reais por meio de um QR Code e as imagens são exibidas em painéis digitais na estação. Com isso, a ação transformou o espaço em uma vitrine de rostos autênticos.

A escolha da Estação Waterloo, uma das mais movimentadas da Europa, ampliou o alcance da mensagem e inseriu o debate no cotidiano urbano, chamando a atenção de milhares de pessoas que circulam diariamente pelo local. 

Fonte: Portal Terra
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