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Quem tem lipedema precisa perder muitos quilos como Yasmin Brunet fez? Especialista explica tratamento

Modelo e ex-BBB emagreceu 25 quilos

10 abr 2026 - 04h57
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Yasmin Brunet
Yasmin Brunet
Foto: Reprodução/Instagram

Yasmin Brunet surpreendeu seus seguidores ao mostrar seu antes e depois de perder 25 quilos ao fazer uma dieta para tratar o lipedema. A modelo precisou cortar o glúten para desinflamar.

"“Eu estava completamente com o meu lipidema inflamado, com 25 quilos a mais do que eu estou agora. Aqui, [olha como] eu fiquei logo em seguida, e obviamente sou humana, cometo erros e voltei a comer glúten. Aí aqui deu uma pioradinha de novo”, relatou ela nas redes sociais.

Mas será que todo mundo que tem lipedema precisa alcançar uma grande perda de peso para tratar a condição?

"Não necessariamente. O lipedema é uma doença crônica do tecido gorduroso, com forte influência hormonal e genética, e não está diretamente relacionado apenas ao peso corporal. Existem pacientes com lipedema que são magras e, ainda assim, apresentam acúmulo desproporcional de gordura principalmente em pernas e, às vezes, braços. Casos como o da Yasmin Brunet chamam atenção, mas não representam uma regra", explica Dr Guilherme Jonas, médico angiologista e cirurgião vascular, membro da SBACV - Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Segundo o especialista, o objetivo do tratamento não é “perder muitos quilos”, e sim controlar sintomas como dor, inchaço e progressão da doença, sempre respeitando a individualidade de cada paciente.

"O emagrecimento pode ajudar, mas não é o tratamento principal nem resolve o lipedema isoladamente. A perda de peso pode reduzir a sobrecarga do corpo e melhorar sintomas associados, especialmente quando há sobrepeso ou obesidade associados"., diz. 

No entanto, a gordura do lipedema costuma ser resistente à dieta e ao exercício convencional. "Por isso, encarar o emagrecimento como única solução pode gerar frustração. O tratamento adequado é multidisciplinar e visa melhorar qualidade de vida, dor e função, não apenas o peso na balança".

O tratamento do lipedema 

envolve um conjunto de estratégias. Entre elas, destacam-se medidas clínicas como atividade física regular (principalmente exercícios de baixo impacto), uso de meias de compressão, terapias como drenagem linfática manual e cuidados com a alimentação com foco anti-inflamatório. 

"Em alguns casos selecionados, pode-se considerar tratamento cirúrgico, como a lipoaspiração específica para lipedema, que é diferente da estética e deve ser feita por equipe experiente. O acompanhamento com especialista é fundamental para definir o melhor plano, pois cada caso tem características próprias", completa.

Como é feito o diagnóstico do lipedema?

O diagnóstico do lipedema é principalmente clínico, ou seja, baseado na avaliação médica detalhada da história e do exame físico. 

"Alguns sinais clássicos incluem dor ao toque, facilidade para formar hematomas, acúmulo de gordura simétrico em pernas (e às vezes braços), preservando pés e mãos, e dificuldade de resposta ao emagrecimento", explica o médico.

Exames de imagem, como ultrassom, podem ser utilizados para complementar a avaliação e descartar outras condições, como linfedema ou doenças venosas. 

"O diagnóstico precoce é muito importante para evitar progressão e iniciar o tratamento adequado", conclui.

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