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Mão-pé-boca: entenda a doença que atinge principalmente crianças

Comum em crianças pequenas, a infecção mão-pé-boca é causada por um vírus que se espalha facilmente em escolas e creches; entenda como reconhecer os sintomas

28 out 2025 - 15h48
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Comum na infância, especialmente entre bebês e crianças de até cinco anos, a síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral que costuma preocupar pais e cuidadores. Embora, na maioria das vezes, seja leve e autolimitada, ela provoca desconforto e requer cuidados específicos para evitar a transmissão.

A doença mão
A doença mão
Foto: pé-boca é uma infecção viral que afeta principalmente crianças de até cinco anos; veja como ocorre a transmissão e os sintomas - Reprodução: Canva/sinsy / Bons Fluidos

O que é a doença

A doença mão-pé-boca é causada, em geral, pelo vírus Coxsackie, um tipo de enterovírus. Altamente contagiosa, ela se espalha com facilidade em creches e escolas, onde o contato entre as crianças é constante. O vírus está presente em saliva, secreções nasais, fezes e nas pequenas bolhas que surgem na pele, o que explica por que o compartilhamento de brinquedos e utensílios facilita o contágio.

Embora mais comum em crianças pequenas, que estão na fase de levar objetos à boca, adolescentes e adultos também podem ser infectados, especialmente ao cuidar de alguém doente.

Como ocorre a transmissão

O vírus se propaga pelo contato direto com secreções, superfícies contaminadas ou objetos compartilhados. Talheres, toalhas, copos e brinquedos são os principais vetores. Por isso, lavar as mãos com frequência, especialmente após trocar fraldas ou usar o banheiro, é uma das medidas mais eficazes de prevenção.

Ambientes fechados e com grande circulação de crianças, como escolas e berçários, favorecem surtos. O isolamento domiciliar durante o período infeccioso, que costuma durar cerca de uma semana, ajuda a interromper a disseminação.

Sinais e sintomas mais comuns

Os primeiros sintomas são semelhantes aos de uma gripe: febre, mal-estar, dor de garganta e falta de apetite. Poucos dias depois, aparecem pequenas bolhas e manchas avermelhadas na boca, nas palmas das mãos e nas solas dos pés - característica que dá nome à doença. Essas lesões podem ser doloridas, dificultando a alimentação e causando salivação excessiva. Em alguns casos, também surgem erupções nas nádegas, joelhos e região genital.

Outros sintomas possíveis incluem náusea e vômito, diarreia leve, dor abdominal, irritabilidade e sonolência. Casos graves são raros, mas exigem atenção médica imediata se houver desidratação, febre persistente, letargia ou sinais neurológicos (como rigidez na nuca).

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico costuma ser clínico, baseado na observação das lesões típicas e na história relatada pelos cuidadores. Exames de sangue ou fezes são solicitados apenas quando há dúvida diagnóstica ou suspeita de outras doenças com sintomas semelhantes, como catapora ou herpes.

Tratamento e cuidados em casa

Não existe um remédio específico para eliminar o vírus. O tratamento é sintomático, focado em aliviar o desconforto e prevenir complicações. O pediatra pode recomendar antitérmicos ou analgésicos leves para controlar a febre e a dor. Durante a recuperação, é essencial:

  • Garantir boa hidratação, oferecendo água, sucos naturais e sopas leves;
  • Evitar alimentos duros ou ácidos, que irritam as lesões da boca;
  • Priorizar o repouso e manter a criança em ambiente arejado;
  • Higienizar as lesões e a cavidade oral para prevenir infecções secundárias.

A melhora costuma ocorrer entre 7 e 10 dias. Caso surjam sinais de agravamento, a orientação é buscar o pediatra imediatamente.

Prevenção: pequenas atitudes que fazem diferença

A prevenção é simples e depende, principalmente, da higiene diária:

  • Lave bem as mãos antes e depois das refeições, trocas de fralda e uso do banheiro;
  • Higienize brinquedos, mamadeiras e utensílios com frequência;
  • Não compartilhe copos, talheres ou toalhas;
  • Evite beijos e abraços durante o período de contágio;
  • Descarte fraldas e lenços de forma adequada.

Mesmo sendo uma doença benigna, a mão-pé-boca reforça a importância do acompanhamento pediátrico regular e da carteirinha de vacinação atualizada. Além de fortalecer a imunidade, o cuidado contínuo ajuda a identificar precocemente possíveis complicações e orienta as famílias sobre quando procurar o médico. Manter bons hábitos de higiene, incentivar o autocuidado desde cedo e promover ambientes saudáveis são atitudes que fazem diferença na prevenção não apenas dessa, mas de diversas infecções típicas da infância.

Bons Fluidos
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