Lifting facial: 7 coisas que você precisa saber antes de fazer
O lifting facial ganhou destaque recentemente; indicação, técnica e tempo de recuperação devem ser avaliados individualmente
O lifting facial, cirurgia para reposicionar tecidos e retirar excesso de pele, tem sido procurado a partir dos 45 anos, quando procedimentos estéticos perdem a eficácia. Segundo a cirurgiã Larissa Sumodjo, a indicação depende da flacidez e não da idade. A técnica deve ser personalizada para garantir naturalidade sem repuxar a pele, e o minilifting só serve para casos leves. A recuperação exige paciência e o alinhamento de expectativas em consulta médica é crucial para um bom resultado.
Cirurgiã plástica esclarece sete pontos importantes sobre o procedimento que se popularizou nos últimos dias
O lifting facial está em alta quando se fala em rejuvenescimento. Recentemente, Monique Evans mostrou nas redes sociais o resultado de um minilifting realizado aos 70 anos. No exterior, Kris Jenner também confirmou ter passado por uma nova cirurgia facial antes de completar 70. A repercussão despertou o interesse de mulheres que desejam melhorar a flacidez e recuperar o contorno do rosto sem perder a própria identidade.
Tecnicamente chamado de ritidoplastia, o lifting facial é uma cirurgia plástica que reposiciona os tecidos e retira o excesso de pele do rosto e, em alguns casos, do pescoço. Embora tradicionalmente associado a pacientes mais velhas, a procura tem começado mais cedo.
"Há alguns anos, víamos uma procura maior entre mulheres acima dos 60. Hoje, muitas pacientes chegam a partir dos 45 ou 50 anos, quando percebem que os cosméticos, os bioestimuladores de colágeno e outras tecnologias já não conseguem tratar completamente a perda de sustentação", explica a cirurgiã plástica Larissa Sumodjo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a SBCP.
Antes de decidir pela cirurgia, a especialista destaca sete pontos importantes:
1 - O lifting não é indicado apenas pela idade
Não existe uma idade exata para fazer o procedimento. A indicação depende do grau de flacidez, da qualidade da pele, da estrutura do rosto, das queixas da paciente e de suas condições de saúde.
"O tratamento precisa ser individualizado. Duas pessoas da mesma idade podem apresentar níveis muito diferentes de flacidez e precisar de abordagens completamente distintas", afirma a médica.
2 - Procedimentos não cirúrgicos não entregam o mesmo resultado
Cosméticos, lasers, ultrassom, radiofrequência e bioestimuladores podem melhorar a qualidade da pele e retardar a perda de firmeza. Quando já existe excesso de pele e queda mais acentuada dos tecidos, porém, esses tratamentos não substituem a cirurgia.
"O lifting atua justamente quando é necessário reposicionar estruturas mais profundas e retirar o excesso de pele. Os procedimentos não cirúrgicos podem complementar o resultado, mas têm outra indicação", esclarece.
3 - Não existe uma única técnica de lifting
A cirurgia deve ser planejada conforme o formato do rosto e o grau de envelhecimento. Em alguns casos, o cirurgião trabalha em planos mais profundos para reposicionar os tecidos. Em outros, utiliza pontos internos para reforçar a sustentação.
"A técnica não deve seguir uma padronização. O objetivo é tratar tanto as estruturas profundas quanto a pele, respeitando as características e as necessidades de cada rosto", explica Larissa.
4 - Minilifting não serve para todos os casos
O minilifting é uma cirurgia de menor extensão, geralmente indicada para pacientes com flacidez mais inicial e pele ainda firme. Apesar de poder proporcionar uma recuperação mais rápida, ele não oferece a correção necessária para todos os rostos.
"Quando existe uma flacidez maior, podem ser necessários descolamentos mais amplos e uma cirurgia mais extensa para alcançarmos um resultado satisfatório", orienta.
5 - Resultado natural não significa apenas puxar a pele
O receio de ficar com o rosto esticado ou com a expressão modificada ainda afasta muitas pacientes. As técnicas atuais procuram reposicionar os tecidos profundos, evitando que toda a tensão seja colocada sobre a pele.
"A pele também precisa ser tracionada, porque existe flacidez, mas isso não pode ser feito em excesso. É necessário ter delicadeza para melhorar o contorno sem criar uma aparência repuxada ou retirar a identidade da paciente", diz a cirurgiã.
6 - A recuperação exige planejamento e paciência
A primeira semana costuma concentrar o maior inchaço, principalmente entre o segundo e o quarto dia. Após sete a dez dias, ele começa a diminuir progressivamente. O primeiro mês ainda pode apresentar mudanças no formato do rosto, e o resultado continua evoluindo por até seis meses.
"O retorno às atividades depende da extensão da cirurgia, da resposta individual e do tipo de trabalho da paciente. Como o rosto fica exposto, algumas pessoas precisam de mais tempo para se sentirem confortáveis socialmente", explica.
7 - A consulta médica é decisiva para alinhar expectativas
Além de procurar um cirurgião plástico qualificado, a paciente deve conversar sobre suas queixas, o resultado possível, as cicatrizes, o período de afastamento, os riscos e os cuidados do pós-operatório.
"Existe algum grau de previsibilidade, mas cada organismo reage de uma forma. Há pacientes que desincham rapidamente e outras que retêm mais líquido. Por isso, é fundamental entender que o resultado não é imediato e que a recuperação também faz parte da cirurgia", conclui Larissa.
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