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Laticínios aumentam risco de câncer de próstata, mas maioria dos homens não sabe disso

Levantamento indica que quase 80% da população masculina dos EUA apoia alertas em rótulos após saber sobre impactos na saúde

14 set 2026 - 14h52
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Resumo
A maioria dos homens desconhece que o consumo de laticínios aumenta o risco de câncer de próstata, mas 76% defendem alertas nos rótulos após saberem sobre os impactos; dietas veganas podem reduzir significativamente os riscos da doença.

Apenas 20% dos homens sabem que o consumo de laticínios pode elevar o risco de câncer de próstata. Uma pesquisa realizada pela Morning Consult mostra que a maioria desconhece esse fator alimentar, mas dois terços dos entrevistados afirmam que evitariam produtos lácteos se fossem informados sobre o perigo.

Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

O levantamento encomendado pelo Physicians Committee for Responsible Medicine entrevistou 1.102 participantes nos Estados Unidos durante o Mês de Conscientização sobre o Câncer de Próstata, em setembro. A sondagem constatou que uma fração idêntica de voluntários recebeu orientações de profissionais de saúde sobre nutrição associada à enfermidade.

Noah Praamsma, nutricionista e coordenador de educação nutricional da entidade, afirma que médicos e outros profissionais de saúde precisam de mais instrução sobre os perigos dos laticínios e os benefícios de uma dieta baseada em vegetais para o câncer de próstata. Diante das evidências, 76% dos entrevistados defenderam a inclusão de rótulos de advertência nas embalagens de leite e queijo.

O que dizem as pesquisas científicas sobre laticínios?

Uma meta-análise com 32 pesquisas identificou correlação entre o consumo elevado de derivados do leite e maior incidência tumoral. Em um dos levantamentos analisados, o hábito de ingerir ao menos uma porção diária de leite desnatado ou com baixo teor de gordura elevou em 19% a chance de desenvolvimento da doença em comparação ao consumo raro.

Outro acompanhamento com 3.612 homens ao longo de até uma década revelou que o consumo de três porções diárias de laticínios magros mais que dobrou a taxa de diagnósticos frente a quem ingeria menos de uma porção. No âmbito da mortalidade, análise com 11 estudos e 700 mil participantes vinculou a alta ingestão de leite integral a um risco de morte até 50% superior.

Quais são os efeitos protetivos dos vegetais?

A adoção de um cardápio estritamente vegano reduz em 35% o risco de contrair a doença em comparação com dietas onívoras, pesco-vegetarianas ou semivegetarianas, conforme aponta o Adventist Health Study-2. A nutricionista Praamsma destaca que o consumo regular de frutas, feijões e grãos integrais atua diretamente na proteção do organismo masculino.

Em pacientes que já possuem o diagnóstico, estudo com 2.000 voluntários registrou que a dieta centrada em vegetais gerou 56% menos probabilidade de progressão do quadro clínico e queda de 59% na recorrência tumoral. A American Cancer Society projeta 333.830 novos diagnósticos e 36.320 mortes pela doença nos Estados Unidos em 2026.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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