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Lambedura excessiva e isolamento: como descobrir se o seu cão ou gato está ansioso

Aprenda a decifrar os sinais corporais ocultos do seu companheiro de quatro patas e devolva a tranquilidade que ele tanto precisa

26 mai 2026 - 14h21
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Seu cão e gato podem estar enfrentando um transtorno de ansiedade agora mesmo e você talvez ainda não tenha percebido. Assim como acontece com os seres humanos, os animais de estimação sofrem com o aumento global dos problemas de saúde mental. O grande desafio para os tutores é que os sinais nos pets costumam ser silenciosos e pouco evidentes no início.

Seu pet anda inquieto ou se lambendo muito? Descubra como identificar os sinais leves, moderados e severos de ansiedade em cães e gatos
Seu pet anda inquieto ou se lambendo muito? Descubra como identificar os sinais leves, moderados e severos de ansiedade em cães e gatos
Foto: Chalabala/iStock / Getty Images Plus / Bons Fluidos

Muitos cães e gatos apresentam reações ansiosas apenas em situações isoladas do cotidiano. No entanto, outros animais desenvolvem a condição de forma crônica, motivada por doenças escondidas ou pelo ambiente em que vivem. Por essa razão, observar atentamente as mudanças de comportamento e a linguagem corporal do seu companheiro é o primeiro passo para o bem-estar dele.

O termômetro: cão e gato com ansiedade

Existe uma escala científica internacional que ajuda a medir o tamanho do problema. De acordo com o espectro de medo, ansiedade e estresse, os sinais podem ser classificados em diferentes níveis de gravidade. Essa ferramenta é fundamental porque as manifestações mudam muito de um indivíduo para o outro.

Quando a ansiedade canina está em nível leve, o cachorro costuma evitar o contato visual e desvia o rosto sem necessariamente se afastar de você. Ele também pode manifestar uma respiração levemente ofegante. Já no nível moderado, o cão passa a andar de forma mais lenta, demonstra inquietação e busca a atenção do tutor o tempo todo. Suas pupilas ficam moderadamente dilatadas e surge o hábito de lamber as patas excessivamente.

Nos casos mais severos de ansiedade em cães, o cenário se torna alarmante. O animal pode apresentar episódios de agressividade defensiva ou ofensiva e até imobilidade total por medo. As pupilas ficam muito dilatadas, a frequência respiratória dispara e a cauda permanece recolhida entre as pernas. A boca fica fechada ou muito ofegante, com a língua contraída em vez de relaxada para fora.

O sofrimento silencioso dos felinos

Os felinos expressam o sofrimento de maneira um pouco mais contida, mas igualmente preocupante. No nível leve, o gato deixa as pupilas parcialmente dilatadas, inclina a cabeça para baixo e evita olhar diretamente para o tutor. Quando o quadro evolui para o nível moderado, a respiração do felino acelera e ele começa a se lamber tanto que pode arrancar os próprios pelos.

O limite da ansiedade severa nos gatos é marcado pela tentativa constante de fuga do ambiente. O felino demonstra pupilas muito dilatadas, orelhas e bigodes voltados para trás e a cauda totalmente abaixada. Diante do medo extremo, o gato pode recorrer a patadas e outros comportamentos agressivos. Além disso, tanto em cães quanto em gatos, a ansiedade severa provoca alterações drásticas no apetite e variações repentinas de peso.

O caminho para o bem-estar do pet

Se você identificou essas características no seu companheiro, o manejo correto faz toda a diferença. O primeiro passo deve ser sempre consultar um veterinário, para determinar a causa mais provável da ansiedade no animal e indicar o tratamento mais adequado. O suporte de um profissional da saúde animal é indispensável para excluir causas físicas de dor ou desconforto.

Para além do consultório, pequenas mudanças na rotina doméstica geram um impacto muito positivo. Os tutores devem evitar expor os animais a situações que provoquem medo, estresse ou ansiedade evidente. É fundamental aprender a identificar os momentos em que os sintomas aparecem mais, que são indicativos de uma situação desconfortável para o bicho.

Por fim, a saúde mental do seu amigo depende diretamente do estímulo diário que ele recebe. Cuidar da saúde física do pet é muito importante: passeios regulares, brincadeiras, enriquecimento ambiental e momentos de interação com as pessoas podem ser formas de contribuir para o bem-estar geral e ajudar a reduzir os sinais do quadro.

Bons Fluidos
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