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Julho é o mês de Nanã Buruquê: faça oração de proteção para a orixá mais antiga

Conhecida pela sabedoria ancestral, a divindade é invocada por quem busca acolhimento, serenidade e força para enfrentar os ciclos da vida

4 jul 2026 - 10h40
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A energia de Nanã Buruquê marca o mês de julho. As tradições afro-brasileiras a consideram a mais antiga entre as Yabás, as orixás femininas. Reverenciada como uma grande matriarca espiritual, ela carrega tanto a imagem de firmeza e justiça quanto a de acolhimento e sabedoria profunda.

Conhecida pela sabedoria ancestral, Nanã Buruquê é invocada por quem busca acolhimento, serenidade e força para enfrentar os ciclos da vida
Conhecida pela sabedoria ancestral, Nanã Buruquê é invocada por quem busca acolhimento, serenidade e força para enfrentar os ciclos da vida
Foto: Divulgação/Federação Umbandista do Grande ABC / Bons Fluidos

Na tradição, Nanã simboliza a experiência da vida, a maturidade e o conhecimento que vem do tempo. Seus domínios estão ligados às águas mais lentas e densas da natureza, como lagos, pântanos e a lama onde terra e água se encontram. É nesse elemento, portanto, que sua energia se manifesta como origem e também como retorno.

A história de Nanã Buruquê

Na mitologia iorubá, a orixá participa da criação da humanidade ao lado de Olorum, o Criador. Segundo a tradição, ela teria usado seu ibiri, um cetro sagrado, para retirar do fundo das águas o barro primordial que deu forma aos seres humanos.

Essa ligação com o barro reforça seu papel como orixá dos ciclos: nascimento, vida e morte. Por isso, Nanã também tem autoridade espiritual sobre os eguns, os espíritos dos mortos, associando-se tanto à entrada quanto à saída da existência terrena. Ademais, ela é lembrada como mãe de Oxumarê e Omulu, reforçando sua imagem de ancestralidade e equilíbrio entre beleza, cura e transformação.

Sincretismo e devoção

No sincretismo religioso, associa-se Nanã Buruquê a Sant'Ana, reconhecida como mãe de Maria de Nazaré e avó de Jesus. A tradição cristã relata sua história como a de uma mulher que, mesmo considerada estéril, foi agraciada com a maternidade após orações e fé de seu marido, São Joaquim.

Essa conexão reforça o simbolismo da orixá mais antiga como força de fé, paciência e realização de ciclos que parecem impossíveis, mas se cumprem no tempo certo.

Símbolos, cores e oferendas

A devoção a Nanã traz elementos que refletem sua energia de profundidade e espiritualidade:

  • Cores: roxo, lilás e branco;
  • Velas: roxas ou lilás;
  • Elemento: lama, águas paradas e pântanos;
  • Oferendas: batata-doce, jabuticaba, ameixa e vinho licoroso rosé;
  • Dia de culto: sábado ou segunda-feira (dependendo da tradição);
  • Saudação: "Salubá Nanã";

As homenagens costumam acontecer especialmente no dia 26 de julho, quando os devotos lembram sua força ainda mais.

Conexão espiritual e oração

Seus seguidores recorrem a divindade em momentos de transição, dor, encerramento de ciclos ou necessidade de proteção espiritual. Sua energia é vista como firme, mas profundamente acolhedora, guiando aqueles que buscam paz interior e equilíbrio emocional.

Oração de proteção a Nanã Buruquê

"À minha mãe Nanã, eu peço bênção e proteção em todos os caminhos da minha vida.À minha mãe Nanã, eu peço que ilumine meu coração, minha cabeça, meu espírito e meu corpo. Que sua força sagrada me proteja de todo mal oculto e me mantenha firme diante das dificuldades da vida. Minha querida Mãe e Senhora, receba minha fé e minha devoção, e tenha piedade de mim para que eu mereça sua proteção e sua caridade. À minha mãe Nanã, eu entrego minhas palavras e minha confiança. Assim seja. Salubá Nanã."

Bons Fluidos
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