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Javier Bardem revela regra com Penélope Cruz sobre seus filhos: 'Inegociável'

Ator contou como ele e Penélope Cruz conciliam carreiras internacionais com a criação dos filhos e revelou os limites adotados pela família

6 set 2026 - 18h10
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Resumo
Para equilibrar as carreiras no cinema e a criação dos filhos, Javier Bardem e Penélope Cruz mantêm a regra inegociável de nunca viajarem ao mesmo tempo, garantindo que um deles sempre esteja presente. Além de limitar o tempo longe de casa a no máximo três semanas, o casal impõe restrições rígidas à tecnologia, liberando celulares aos 14 anos e redes sociais apenas aos 16. Agora, com os filhos na adolescência, os atores buscam conciliar essa presença constante com o incentivo à independência deles.

Conciliar uma carreira exigente com a criação dos filhos pode ser um desafio para qualquer família. Quando o trabalho envolve gravações em diferentes países, viagens frequentes e semanas longe de casa, encontrar esse equilíbrio se torna ainda mais complicado. Para Javier Bardem e Penélope Cruz, a solução passou por estabelecer uma regra familiar que não pode ser negociada: os dois nunca ficam longe dos filhos ao mesmo tempo.

Javier Bardem revelou a regra inegociável que mantém com Penélope Cruz na criação dos filhos e falou sobre adolescência, telas e autonomia
Javier Bardem revelou a regra inegociável que mantém com Penélope Cruz na criação dos filhos e falou sobre adolescência, telas e autonomia
Foto: Reprodução: JB Lacroix/WireImage / Bons Fluidos

Pais de dois adolescentes, de 15 e 13 anos, os atores sempre buscaram preservar a vida familiar da exposição pública. Ao mesmo tempo, construíram carreiras internacionais que inevitavelmente exigem períodos longe de casa.

Família em primeiro lugar

Em entrevista recente à revista Esquire, Bardem contou que, apesar da paixão que sente pela atuação, os filhos ocupam o primeiro lugar em sua vida. "A coisa mais importante da minha vida são eles. Eu os amo e tenho a sorte de sentir o amor deles, o que é um presente".

Para o ator, amar o próprio trabalho também pode transmitir uma mensagem importante aos filhos. Ao acompanharem os pais construindo suas carreiras, os adolescentes crescem observando duas pessoas que valorizam e se dedicam àquilo que escolheram fazer profissionalmente.

O desafio, portanto, nunca foi abandonar o trabalho em nome da família, mas encontrar uma maneira de fazer com que essas duas partes importantes da vida pudessem coexistir.

A regra inegociável de Javier Bardem e Penélope Cruz

É justamente nesse ponto que entra o acordo criado pelo casal. Quando um deles precisa viajar profissionalmente, o outro permanece com os filhos. Bardem também estabeleceu um limite pessoal para o período que aceita ficar distante deles. Em geral, são duas semanas - e, excepcionalmente, três.

"Se a vida lhe concede o privilégio de se dedicar ao que ama, você deve se esforçar, se preparar, respeitar e cuidar disso. Às vezes, isso significa viajar a trabalho e passar duas semanas sem vê-los. Três, no máximo. Meu corpo e meus contratos só permitem que eu fique duas semanas sem ver meus filhos. Na nossa casa, há algo inegociável: pelo menos um de nós dois deve estar sempre com eles".

A organização exige planejamento das agendas profissionais, especialmente porque os dois possuem carreiras movimentadas. Ainda assim, a regra permitiu que os filhos tivessem a presença de pelo menos um dos pais mesmo durante os períodos de gravações e viagens.

O trabalho mais recente de Bardem, El ser querido, dirigido por Rodrigo Sorogoyen, é um exemplo de projeto que precisou ser conciliado com essa dinâmica familiar.

Uma relação que começa a mudar com a adolescência

A necessidade de presença, porém, também se transforma conforme os filhos crescem. Se durante a infância eles dependiam dos pais para praticamente tudo, a adolescência traz outro desafio: saber permanecer por perto sem impedir que os filhos conquistem autonomia.

Bardem reconhece que já consegue enxergar uma fase da vida em que os dois adolescentes não estarão mais morando com os pais. E, em vez de tentar evitar esse momento, diz desejar que eles desenvolvam independência.

"Meus filhos têm 15 e quase 13 anos, e você começa a vislumbrar uma vida, não tão distante, sem eles em casa. E eu quero que isso aconteça. Quero a independência deles, a capacidade de existirem por si mesmos, pelo que são, pelo que fazem e também pelo que decidem não fazer".

A fala mostra uma mudança importante na parentalidade. Conforme os filhos crescem, cuidar deixa de significar apenas estar fisicamente presente e passa também por permitir escolhas, respeitar espaços e ajudá-los a construir uma identidade própria.

Celular e redes sociais também têm limites na família

Essa preocupação com a criação dos filhos aparece ainda na relação da família com a tecnologia. Bardem já contou que estabeleceu regras bastante claras para o acesso às telas: os filhos não receberam celular antes dos 14 anos e, segundo ele, as redes sociais só são permitidas depois dos 16.

Ao comentar a decisão, o ator reconheceu que manter esse tipo de limite pode ser especialmente difícil em uma época na qual celulares e redes sociais fazem parte da rotina de crianças e adolescentes. "Redes sociais, só depois dos 16. E isso já é um milagre na sociedade em que vivemos", afirmou.

Mais do que simplesmente proibir aparelhos, a decisão revela uma preocupação do casal em estabelecer limites enquanto os filhos ainda estão formando sua relação com o mundo digital.

Estar presente também significa saber deixar ir

A dinâmica construída por Javier Bardem e Penélope Cruz mostra uma contradição que acompanha muitas famílias: durante anos, os pais organizam a própria vida para permanecer perto dos filhos. Depois, chega o momento em que parte desse cuidado consiste justamente em permitir que eles se afastem.

Com dois adolescentes em casa, Bardem parece estar começando a atravessar essa transição. A presença continua sendo importante, mas já divide espaço com a necessidade crescente de independência.

Talvez esteja aí uma das partes mais delicadas da parentalidade: construir um vínculo suficientemente forte para que os filhos saibam que sempre existe um lugar para onde voltar, mas também seguro o bastante para que tenham coragem de seguir o próprio caminho.

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