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Infarto atinge homens mais cedo do que mulheres, aponta estudo

Segundo especialista, essa diferença pode ser explicada por uma combinação de fatores

5 fev 2026 - 15h53
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Pesquisa mostra que o risco cardiovascular masculino cresce mais rápido a partir dos 35 anos

Um estudo, publicado na Journal of the American Heart Association (JAHA), revelou que o risco de infarto em homens passa a ser maior do que em mulheres a partir dos 35 anos. A pesquisa, realizada nos Estados Unidos, acompanhou 5.112 pessoas, com idades entre 18 e 30 anos, por cerca de 34 anos, desde o início da década de 1980.

Foto: Revista Malu

A análise mostrou que homens e mulheres apresentam trajetórias semelhantes de risco cardiovascular até o início da vida adulta. No entanto, a partir dos 35 anos, o risco de complicações cardiovasculares passa a crescer de forma mais acelerada entre os homens.

Os dados indicam que os homens atingem uma incidência de 5% de doenças cardiovasculares cerca de sete anos antes das mulheres. Quando o foco é a doença arterial coronariana, principal causa de infarto, essa diferença pode chegar a dez anos.

Por quê os homens sofrem risco de infarto tão cedo?

Segundo a cardiologista intervencionista Denise Pellegrini, diretora da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, essa diferença explica-se por uma combinação de fatores. "Os riscos nos homens podem estar associados a diferenças hormonais, biológicas e ao metabolismo do colesterol. Além disso, a menor procura por atendimento médico e a ausência do hábito de realizar exames de rotina contribuem para que alterações cardiovasculares sejam identificadas tardiamente", pontua a especialista.

Fatores de risco de infarto

Entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, comuns a homens e mulheres, estão pressão alta, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e sobrepeso, consumo excessivo de álcool e uso de substâncias psicoativas.

"É essencial que o monitoramento desses fatores seja feito de forma precoce para evitar complicações futuras. A adoção de um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, faz toda a diferença. Em casos de histórico familiar de doenças como diabetes ou hipertensão, o cuidado deve ser ainda maior", orienta a cardiologista.

Sinais de alerta de infarto

Alguns sinais podem indicar problemas cardíacos e merecem atenção. Dor ou desconforto no peito, sensação de aperto ou queimação, falta de ar, cansaço excessivo, suor frio, náuseas, tontura, palpitações e dor que irradia para o braço, costas, pescoço ou mandíbula estão entre os principais alertas. Inchaço nas pernas e desmaios também podem ocorrer. Em mulheres, diabéticos e idosos, os sintomas podem ser mais sutis, como fadiga intensa ou mal-estar. Diante de sinais intensos ou súbitos, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

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