Incontinência urinária e diástase abdominal: como os exercícios podem ajudar
Incontinência urinária e diástase abdominal podem afetar sua rotina. Veja como os exercícios podem ajudar e quais cuidados merecem atenção.
Comuns na gestação e pós-parto, a incontinência urinária e a diástase abdominal podem ser tratadas com exercícios físicos individualizados. O fortalecimento do assoalho pélvico e da musculatura abdominal, associado ao treino respiratório, restaura a função muscular sem a necessidade inicial de cirurgia. Não há movimentos proibidos, mas cargas e impactos devem ser adaptados para evitar desconfortos. A persistência dos sintomas ou sinais como dor intensa e sangue na urina exigem avaliação médica.
Perder urina ao tossir, correr ou levantar peso, ou perceber uma saliência no abdômen ao fazer força, são situações que podem gerar desconforto e insegurança. Esses sinais podem estar relacionados à incontinência urinária e à diástase abdominal, condições comuns, especialmente durante a gestação e no pós-parto.
No entanto, existem tratamentos capazes de melhorar a função muscular e a qualidade de vida. O exercício físico pode ajudar, mas precisa ser adequado a cada pessoa.
Entender o que acontece no corpo é o primeiro passo para escolher os cuidados mais indicados.
O que é incontinência urinária?
A incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Pode ocorrer ao tossir, espirrar, rir, correr, pular ou levantar peso. Também pode surgir diante de uma vontade súbita e intensa de urinar, difícil de controlar.
Há três tipos principais:
- De esforço: a perda acontece durante atividades que aumentam a pressão sobre a bexiga.
- De urgência: ocorre junto de uma vontade repentina e intensa de urinar.
- Mista: reúne sintomas dos dois tipos.
Gestação, parto, alterações hormonais, envelhecimento e algumas condições clínicas podem contribuir para o aparecimento dos sintomas.
Como o exercício pode ajudar?
O treinamento dos músculos do assoalho pélvico é uma das principais abordagens não cirúrgicas para a incontinência urinária de esforço.
Quando feito corretamente e com regularidade, pode melhorar a força, a resistência e a coordenação muscular.
O programa pode incluir exercícios específicos para o assoalho pélvico, treino respiratório, fortalecimento abdominal progressivo e movimentos funcionais.
É importante lembrar que fortalecer não significa apenas contrair com força: algumas pessoas apresentam tensão excessiva ou dificuldade para relaxar essa musculatura e precisam de outra abordagem.
Quem perde urina durante a atividade física não precisa, necessariamente, parar de se exercitar. Pode ser preciso adaptar o impacto, a carga ou a intensidade, sobretudo se corridas, saltos, cargas elevadas ou determinados abdominais provocarem sintomas.
Essas atividades não são proibidas para todas as pessoas; a escolha depende das necessidades individuais.
Outro cuidado é evitar prender a respiração durante o esforço. Também não se recomenda interromper repetidamente o jato urinário para treinar a musculatura.
O que é diástase abdominal?
A diástase abdominal é o afastamento dos músculos retos do abdômen, acompanhado de alterações na linha alba, tecido conjuntivo localizado entre eles.
É comum durante a gestação e pode melhorar após o parto, embora algumas pessoas mantenham alterações na parede abdominal.
Um dos sinais mais perceptíveis é o abaulamento no centro do abdômen ao levantar da cama ou fazer força. Também pode haver desconforto em determinados movimentos ou sensação de menor controle do tronco.
A avaliação não considera apenas a distância entre os músculos, mas também a força, a função abdominal, a tensão dos tecidos e os sintomas.
Como adaptar os exercícios?
O treinamento individualizado pode melhorar a força, a coordenação e a função da parede abdominal. Conforme a necessidade, pode incluir exercícios respiratórios, fortalecimento progressivo e treino de estabilidade do tronco.
Não existe um único exercício capaz de corrigir todos os casos, nem uma lista universal de movimentos proibidos.
Abdominais tradicionais, pranchas intensas, elevação das pernas e levantamento de cargas podem precisar de adaptação se provocarem desconforto ou dificultarem o controle do tronco.
Se surgir uma saliência na linha central do abdômen durante o exercício, vale observar a técnica e a carga. Esse sinal, isoladamente, não significa que houve uma lesão.
Quando procurar avaliação?
Se a perda de urina persistir ou atrapalhar a rotina, é importante procurar avaliação médica. Na diástase, a avaliação também ajuda a diferenciar a alteração de outras condições, como hérnias abdominais.
Sangue na urina, dor importante, dificuldade para urinar ou febre associada a sintomas urinários exigem atendimento.
Um abaulamento abdominal doloroso ou endurecido, dor intensa, vômitos ou alterações súbitas também precisam de avaliação urgente.
A cirurgia não é necessária em todos os casos. Na incontinência urinária de esforço, o tratamento conservador, incluindo o treinamento supervisionado do assoalho pélvico, costuma ser a primeira abordagem.
Se os sintomas continuarem causando impacto importante, o médico pode discutir outras opções.
Na diástase, a cirurgia pode ser considerada em situações selecionadas, conforme os sintomas, a limitação funcional e a presença de hérnia. A decisão depende de uma avaliação individualizada.
Quer acompanhar um treino para fazer em casa? Assista ao vídeo abaixo e converse com seu médico ou profissional de saúde para saber se os exercícios são adequados para você.
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