Hipertrofia do Clitóris: Entenda Causas e Tratamento
A cirurgia reverte o crescimento desse órgão sem comprometer a sensibilidade na região.
O uso de hormônios androgênicos por mulheres pode causar hipertrofia do clitóris, levando a desconforto e impacto na autoestima. Mas há solução! A clitoroplastia, uma cirurgia pouco conhecida, corrige a condição sem comprometer a sensibilidade. Entenda como funciona e os cuidados necessários para recuperar bem-estar e confiança. 🌸💪
Hipertrofia do clitóris é o aumento desse órgão feminino; condição pode afetar mulheres que usam hormônios
Nos últimos anos, muitas mulheres passaram a recorrer ao uso de hormônios como parte de estratégias voltadas ao ganho de massa magra e à melhora da composição corporal e performance física. O problema é que parte delas tem se deparado com um efeito íntimo ainda pouco comentado: a hipertrofia do clitóris, ou seja, o crescimento desse órgão feminino. O quadro se transforma em um constrangimento silencioso.
"Muitas mulheres chegam ao consultório sofrendo há anos com esse incômodo. Elas relatam desconforto com a aparência da região íntima, vergonha ao usar certas roupas e constrangimento na vida sexual, com impacto na autoestima e na qualidade de vida", comenta o ginecologista Igor Padovesi, que é especialista em cirurgias íntimas femininas.
Aumento do clitóris
O que pouca gente sabe é que é possível solucionar a hipertrofia do clitóris por meio de uma cirurgia específica. O procedimento que corrige essa condição é a clitoroplastia, ainda pouco realizada no Brasil por envolver uma anatomia complexa e exigir técnica refinada.
"É uma cirurgia que poucos médicos conhecem e realizam, porque, historicamente, era utilizada no tratamento de uma condição rara: a hiperplasia adrenal congênita, doença genética que pode provocar produção excessiva de hormônios androgênicos e levar ao aumento do clitóris desde o nascimento", pontua o médico. Hormônios androgênicos são aqueles responsáveis pelo desenvolvimento de características masculinas.
Como diferenciar
O especialista reforça que é importante não confundir a clitoroplastia com procedimentos como a clitoropexia ou a capuzplastia. Embora também seja conhecida por corrigir o clitóris aumentado, a clitoropexia reposiciona o órgão feminino de modo que ele fique escondido. No entanto, é menos efetiva do que a clitoroplastia. "Já a redução da pele do capuz clitoriano, ou capuzplastia, é considerada parte da técnica de redução dos pequenos lábios, a ninfoplastia, para garantir melhor resultado estético", esclarece o médico.
Entenda a cirurgia
A clitoroplastia consiste na remoção parcial dos corpos cavernosos do clitóris sem comprometer as áreas relacionadas à sensibilidade e à função sexual. Padovesi explica que o medo de perder a sensibilidade é uma das principais preocupações das pacientes. Porém, a técnica preserva os nervos responsáveis pela resposta sensitiva do clitóris, localizados principalmente na parte superior do órgão, onde não há intervenção. "O objetivo é reduzir significativamente o volume dos corpos cavernosos do clitóris, um tecido esponjoso que não tem nenhuma inervação sensitiva", detalha o especialista.
Ação dos hormônios
Mulheres que usam substâncias com ação androgênica, como testosterona, gestrinona e oxandrolona, podem apresentar hipertrofia do clitóris. "O clitóris é o correspondente embriológico do pênis no sexo feminino. Por isso, quando há estímulo por hormônios androgênicos, esses tecidos também podem se desenvolver", explica o ginecologista.
Edição: Fernanda Villas Bôas
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