Gengiva sangrando não é normal e pode indicar doenças bucais
Se não controlada, especialista afirma que podem surgir complicações
Inflamações iniciais podem evoluir para problemas mais graves sem tratamento adequado, alerta especialista
Perceber sangue durante a escovação ou ao usar o fio dental pode parecer algo sem importância, mas o sinal não deve ser ignorado. Mesmo que aconteça de forma leve ou ocasional, a gengiva sangrando pode indicar alterações na saúde bucal.
Gengiva sangrando: o que causa?
De acordo com a dentista Anna Karolina Ximenes, da IGM Odontologia para Família, a causa mais comum está relacionada à inflamação provocada pelo acúmulo de placa bacteriana na região da gengiva. "Muita gente acredita que sangrar é normal, mas isso não é verdade. Uma gengiva saudável não sangra, mesmo durante a escovação ou o uso do fio dental", explica. Segundo a especialista, esse costuma ser o primeiro sinal da gengivite, uma inflamação que precisa de tratamento.
Quando não controlada, a gengivite pode evoluir para a periodontite, uma infecção mais profunda que atinge os tecidos de sustentação dos dentes. Nesse estágio, podem surgir retração gengival, mobilidade dentária e até perda dos dentes. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar danos que, em casos avançados, podem ser permanentes.
Fatores que contribuem para o problema
Além da higiene bucal inadequada, outros fatores podem contribuir para o problema, como alterações hormonais, diabetes, tabagismo, deficiências nutricionais e o uso de determinados medicamentos. O estresse também pode influenciar, já que enfraquece o sistema imunológico e facilita o avanço de processos inflamatórios.
Hábitos do dia a dia também merecem atenção. Escovar os dentes com muita força ou utilizar escovas de cerdas duras pode causar lesões e piorar o quadro. A recomendação é optar por escovas macias e realizar movimentos suaves, respeitando a sensibilidade da gengiva.
Como evitar complicações?
Para prevenir complicações, a orientação é manter a escovação adequada pelo menos três vezes ao dia, usar o fio dental diariamente e realizar consultas regulares com o dentista. O acompanhamento profissional permite identificar alterações ainda no início, muitas vezes antes mesmo do aparecimento de sintomas mais evidentes.
A especialista também alerta para os riscos da automedicação ou do uso de soluções caseiras sem orientação. Produtos indicados sem avaliação profissional podem mascarar os sintomas e atrasar o diagnóstico correto.
Por fim, Anna Karolina reforça que a saúde bucal vai além da estética. "A boca está diretamente ligada ao equilíbrio do organismo. Cuidar da gengiva é uma forma de preservar a saúde de todo o corpo", conclui.