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Gato mudou o comportamento? Veterinária revela sinais que merecem atenção

O Dia Internacional do Gato chama atenção para a forma silenciosa como os gatos demonstram desconforto e para a importância de reconhecer esses sinais

7 ago 2026 - 21h40
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Os gatos conquistaram um espaço cada vez maior nos lares brasileiros. Hoje, cerca de 30 milhões de felinos vivem em casas e apartamentos pelo país, acompanhando uma mudança no estilo de vida das famílias. Entretanto, esse crescimento também traz um desafio para os tutores: os gatos costumam esconder sinais de dor e desconforto, o que dificulta a identificação de problemas de saúde.

O Dia Internacional do Gato alerta para a necessidade de compreender seus hábitos e perceber alterações que podem indicar problemas de saúde
O Dia Internacional do Gato alerta para a necessidade de compreender seus hábitos e perceber alterações que podem indicar problemas de saúde
Foto: Rrraum/Getty Images / Bons Fluidos

Por isso, no Dia Internacional do Gato, celebrado em 8 de agosto, especialistas reforçam a importância de observar pequenas mudanças no comportamento, que podem ser os primeiros sinais de que algo precisa de atenção. Segundo veterinários, a tendência de esconder desconfortos está ligada ao instinto de sobrevivência da espécie, já que, na natureza, demonstrar fragilidade poderia representar um risco.

"É um instinto herdado de seus ancestrais selvagens. Por isso, mesmo quando estão sofrendo, costumam não demonstrar de forma evidente. Os sinais existem, mas são sutis: uma mudança no comportamento, no modo de se mover, na forma de usar a caixinha de areia ou de interagir com a família", explica Alessandra Novak Bentes, médica-veterinária e coordenadora de Serviços Técnicos de Animais de Companhia da Zoetis.

Mudanças pequenas podem indicar problemas

Por serem discretos, os sinais de que um gato não está bem muitas vezes passam despercebidos. Entretanto, alterações simples na rotina, que podem parecer apenas características do animal, merecem atenção dos tutores.

Deixar de subir em móveis ou lugares favoritos, ficar mais isolado, reduzir a própria higiene, mudar a frequência de uso da caixa de areia ou alterar a quantidade de água ingerida são exemplos de comportamentos que podem indicar algum desconforto.

Nesse sentido, conhecer os hábitos do próprio gato faz diferença. Como cada felino possui uma personalidade, perceber quando ele deixa de agir como sempre agiu pode ser uma das formas mais importantes de identificar mudanças na saúde.

A prevenção ainda é um desafio

Além da atenção do dia a dia, também é importante manter as consultas regulares para garantir a saúde do pet, hábito que ainda é raro entre os tutores. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD), menos de 40% dos responsáveis levam seus gatos para acompanhamento periódico.

Um dos motivos está relacionado ao estresse do transporte e da visita ao consultório. Como são sensíveis a mudanças de ambiente, sons e cheiros, muitos gatos ficam assustados durante o processo.

A boa notícia, conforme aponta a especialista, é que o atendimento veterinário passou por mudanças para tornar essa experiência mais confortável. Clínicas especializadas em comportamento felino buscam adaptar espaços, procedimentos e equipes para reduzir a ansiedade dos animais e facilitar a identificação de sinais importantes.

"As dificuldades encontradas na ida ao consultório veterinário acabam afastando muitos responsáveis das visitas regulares, justamente quando o foco deveria ser a prevenção e o acompanhamento contínuo. Por isso, é essencial adotar práticas voltadas ao conforto do gato como padrão de atendimento", afirma Bentes.

Como cuidar melhor da saúde do seu gato

Portanto, mais do que esperar que um problema apareça, a prevenção começa na observação diária. Alguns cuidados simples ajudam o tutor a acompanhar melhor o bem-estar do animal:

  • Observe mudanças no comportamento e na rotina;
  • Fique atento a alterações na alimentação, hidratação e uso da caixa de areia;
  • Mantenha consultas veterinárias de acompanhamento;
  • Evite interpretar sinais diferentes apenas como "jeito de gato".

Cuidar de um felino também significa entender sua forma própria de se comunicar. Muitas vezes, antes de um sintoma evidente aparecer, o animal já está mostrando que precisa de ajuda — basta saber observar.

Bons Fluidos
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