Fisioterapia pélvica: o que é o tratamento realizado por Isa Scherer?
Após sentir dores intensas durante a gravidez, Isabella Scherer descobriu que o problema estava ligado à sobrecarga muscular nos treinos e chamou atenção para os benefícios da fisioterapia pélvica
A gravidez transforma o corpo de inúmeras maneiras - e algumas mudanças podem trazer desconfortos inesperados. Foi justamente isso que viveu a influenciadora, atriz e chef de cozinha Isabella Scherer, de 30 anos, ao descobrir que as dores intensas que vinha sentindo durante a gestação não estavam ligadas diretamente ao bebê, mas à sobrecarga muscular causada pelos exercícios físicos.
Grávida de Tom, seu terceiro filho com Rodrigo Calazans - o casal também é pai dos gêmeos Mel e Bento -, Isa contou nas redes sociais que procurou ajuda após sentir uma pressão tão forte que chegou a ficar assustada. "Fiz minha primeira sessão de fisioterapia pélvica dessa gravidez hoje. Estava com uma dor, mas uma dor, que estava até com medo", revelou.
Segundo ela, a suspeita inicial era de que o desconforto estivesse relacionado ao peso ou à posição do bebê. "Estava apavorada, disse: 'É a cabeça do bebê que está dando essa pressão aqui'. Descobri que não", explicou.
O corpo dá sinais - e não devemos ignorá-los
Durante a avaliação, Isabella descobriu que a origem da dor estava na forma como vinha treinando. A campeã do MasterChef 2021 contou que intensificou bastante sua rotina fitness na gestação, combinando musculação diária com exercícios aeróbicos e caminhadas.
"Nunca treinei tanto quanto estou treinando agora grávida", afirmou. Apesar da dedicação, a fisioterapeuta identificou compensações musculares inadequadas e excesso de esforço durante os movimentos.
A recomendação foi clara: diminuir a carga, reduzir a inclinação da esteira e aprender a ativar corretamente a musculatura do assoalho pélvico. "Ela mandou eu treinar menos. Sabe quando imaginei que ia escutar isso na minha vida? Nunca", brincou.
Isa também comentou que precisou reaprender a executar os exercícios. "Não é diminuir por diminuir, é fazer o movimento certo, que aprendi hoje, fazendo força lá no 'chibiu'. É difícil pra caramba." Ao final, veio o alívio: a dor não tinha relação com o bebê, mas com músculos tensionados e sobrecarregados. "A dor que eu estava sentindo achando que era o bebê, era musculatura travada", concluiu.
Afinal, o que é a fisioterapia pélvica?
Apesar de ainda ser pouco comentada fora do universo da gestação e do pós-parto, a fisioterapia pélvica é uma especialidade que trabalha a prevenção e a reabilitação dos músculos do assoalho pélvico - região responsável por sustentar órgãos como bexiga, útero e reto.
Esses músculos também participam de funções importantes do corpo, como continência urinária e fecal, estabilidade postural e função sexual. Quando há enfraquecimento, excesso de tensão ou dificuldade de coordenação muscular, podem surgir sintomas bastante incômodos.
Entre os problemas mais comuns estão: perda involuntária de urina; dores pélvicas; desconforto durante a relação sexual; sensação de peso na região íntima; constipação; dores lombares; dificuldade de recuperação no pós-parto.
O tratamento é individualizado e busca restaurar o equilíbrio muscular da região. Muitas mulheres convivem em silêncio com sintomas que afetam diretamente a autoestima, a rotina e até a saúde emocional.
Por que a gravidez exige mais atenção ao assoalho pélvico?
Durante a gestação, o corpo passa por adaptações intensas. O aumento do peso do útero, as alterações hormonais e a mudança no centro de equilíbrio elevam a pressão sobre os músculos pélvicos e abdominais. Além disso, muitas gestantes seguem treinando normalmente - o que pode ser positivo, desde que exista acompanhamento adequado e consciência corporal.
A fisioterapia pélvica ajuda justamente nesse processo, orientando sobre postura, respiração, ativação muscular e adaptação dos exercícios. Em muitos casos, ela também auxilia na preparação para o parto e na recuperação pós-parto.
Especialistas explicam que, quando bem orientado, o fortalecimento da musculatura pélvica pode prevenir disfunções futuras, como incontinência urinária e dores persistentes após o nascimento do bebê.
A fisioterapia pélvica é só para mulheres?
Embora seja muito associada à gravidez, a fisioterapia pélvica não é exclusiva do público feminino. Homens e até crianças podem se beneficiar do acompanhamento.
Para os homens, é indicada em casos de dores pélvicas, dificuldades urinárias, disfunção erétil e recuperação após cirurgias na próstata. Já nas crianças, pode ajudar em quadros de enurese noturna, por exemplo.
A principal mensagem deixada pelo relato de Isabella Scherer é que dores persistentes não devem ser normalizadas, especialmente na gravidez. Muitas vezes, o corpo está apenas pedindo ajustes, pausa e cuidado especializado.
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