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'Vivi anos como se fosse pobre': Deborah Secco conta como virou sócia de 8 empresas

Além da televisão, atriz construiu uma trajetória nos negócios e e passou a diversificar suas fontes de renda para não depender de uma única atividade

16 ago 2026 - 18h40
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No Dia da Mulher Empresária, celebrado em 17 de agosto, a trajetória de Deborah Secco mostra como construir uma carreira pode envolver escolhas que vão além da sonhada profissão. Atriz, palestrante e sócia de empresas, ela diversificou sua atuação ao perceber que não poderia depender para sempre de uma única fonte de renda.

Deborah Secco construiu uma trajetória nos negócios e e passou a diversificar suas fontes de renda para não depender de uma única atividade
Deborah Secco construiu uma trajetória nos negócios e e passou a diversificar suas fontes de renda para não depender de uma única atividade
Foto: Reprodução/Instagram/@dedesecco / Bons Fluidos

Em entrevista ao videocast 'Conversa vai, conversa vem', do 'O Globo', Deborah contou que começou a investir em negócios há cerca de dez anos. A decisão veio quando percebeu as mudanças no mercado de televisão, que durante muito tempo representou sua principal segurança financeira.

"Quando entendi que a TV, onde ancorava a minha segurança financeira, estava se transformando, vi que precisava migrar. Então, dez anos atrás, entrei de sócia na minha primeira empresa. Hoje são sete ou oito, não dependo de uma única fonte para a estrutura financeira girar", afirmou.

A estratégia de Deborah Secco

Desde cedo, no entanto, a atriz desenvolveu uma relação cuidadosa com as finanças. Segundo ela, esse hábito, inclusive, facilitou sua transição para o mundo dos negócios. A influência veio de sua mãe, que sempre incentivou a família a economizar e investir.

Deborah também passou anos mantendo um padrão de vida mais simples. A estratégia permitiu que ela acumulasse recursos antes de aumentar os gastos pessoais. "Vivi anos como se fosse pobre, mesmo ganhando bem. Tinha o carro mais simples, não comprava roupa de marca, não fazia extravagância. Quando juntei esse dinheiro, comecei a me dar luxos. Ainda é difícil gastar", revelou.

Quando o bem-estar entra na conta

A experiência profissional também levou a atriz a rever o peso que dava ao trabalho. Dessa forma, com o tempo, outras dimensões da vida passaram a ocupar um espaço maior em suas decisões.

"Minha terapeuta fala: 'O que te faz feliz?'. Ser mãe me faz feliz, ser irmã, ser namorada do meu namorado, ter tempo para estar com quem amo, construir memórias e histórias. Amo trabalhar, mas o trabalho sempre teve um peso 96% e o resto quatro", contou.

Hoje, essa mudança aparece nas escolhas relacionadas à carreira. A atriz explicou que alguns trabalhos podem exigir uma dedicação incompatível com o tempo que deseja passar com a filha. Por isso, passou a avaliar as oportunidades considerando também o impacto que elas terão na vida pessoal.

"Mas uma novela significa menos duas viagens com minha filha. Tive convite agora de um autor amigo que amo, queria estar junto, mas minha filha precisa de mim. Por que botar fichinhas no meu ego? Venho de família humilde, olho para tudo que conquistei... Sou uma mulher de muitos pódios e vitórias. É hora de dar palco para para outras histórias", disse.

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