Filho de influenciadora nasce com 'calombos' na cabeça; entenda o que pode causar a condição
Após perceber alterações na cabeça do bebê, Daiane buscou avaliação médica e passou a compartilhar a evolução do diagnóstico nas redes sociais
O filho da influenciadora Daiane nasceu com calombos na cabeça devido a um cefalohematoma, acúmulo de sangue sob o couro cabeludo causado pela pressão durante um parto difícil. Especialistas explicam que a condição é comum após complicações no nascimento e costuma ser absorvida espontaneamente pelo corpo. Apesar do risco de calcificação e preocupações estéticas, o bebê está saudável e os médicos descartaram a drenagem imediata pelo risco de infecção, optando apenas pelo monitoramento.
A influenciadora Daiane, do perfil 'Daiane em Família', usou as redes sociais nesta semana para explicar por que seu filho, João, nasceu com dois "calombos" na parte superior da cabeça. De acordo com a mãe, o bebê apresentou acúmulos de sangue após sofrer uma pressão durante o parto. O mesmo já havia acontecido com José, seu filho mais velho.
"O José e o João foram bebês muito grandes. Para você ter noção, o João nasceu com 54 cm, 3,860. Foi um parto muito difícil, mas não foi difícil só para mim, foi difícil pro João também. Pelo João ser muito grande, quando ele foi passar pelo canal, teve uma pressão na cabecinha dele que estourou vasos sanguíneos e formou esse coágulo", explicou em um vídeo publicado no Instagram.
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O que explica o quadro do filho de Daiane
Pelas características relatadas pela influenciadora, o quadro é compatível com cefalohematoma, nome dado ao acúmulo de sangue entre um dos ossos do crânio do recém-nascido e o tecido que o reveste. A neurocirurgiã pediátrica Mariana Mazzuia, em vídeo publicado no YouTube, esclareceu que a alteração pode estar relacionada a dificuldades durante o nascimento.
"Geralmente, está relacionado a complicações no parto: às vezes, um tempo expulsivo mais elevado, o uso de fórceps ou o nascimento em posição pélvica. O que acontece é que ocorre um sangramento, em geral na região do pericrânio, na cabeça, formando uma espécie de relevo. Isso depende do tamanho do sangramento, havendo casos maiores e outros menores", apontou.
No relato de Daiane, João apresentou dois pontos de acúmulo e complicações nos olhos. "Além dos vasinhos sanguíneos que estouraram na cabeça, também estourou no olho. Então, ele nasceu com um olho com um pouco de sangue. mas esse sangue prejudica alguma coisa? Não, nada. O coágulo está entre o osso e a pele. Não interfere em absolutamente nada. E isso tem tratamento? Em teoria, o corpo absorve naturalmente e isso zera", explicou a mãe.
https://youtu.be/AR10w1OVUWE?si=u2Gr9nrp1uhErT52
Cefalohematoma pode calcificar
De acordo com a médica, realmente, na maioria das vezes, o cefalohematoma diminui espontaneamente ao longo das semanas. Entretanto, quando o sangue não é totalmente reabsorvido, pode ocorrer calcificação, deixando a região mais endurecida e mantendo uma alteração no formato da cabeça.
Foi justamente essa possibilidade que preocupou Daiane. Isso porque, segundo ela, o cefalohematoma apresentado pelo filho mais velho não desapareceu completamente. "Com meu primeiro filho acabou calcificando e ficando a bolinha na cabeça mesmo. A gente não quer correr o risco de calcificar, porque o dele são dois e eles são bem aparentes", contou.
Nos casos calcificados, a avaliação também precisa considerar como a alteração atingiu o osso do crânio. Mazzuia apontou que existem situações em que a calcificação permanece mais superficial e outras em que há comprometimento da parede óssea interna, diferença importante caso uma cirurgia seja considerada.
Segunda avaliação mudou orientação dada à família
Em decorrência do histórico de José, então, Daiane contou que procurou uma segunda opinião médica depois de receber uma orientação inicial para aplicar calor e massagear a região. "Ele avaliou absolutamente tudo do João, desde o aspecto do coágulo até os estímulos que ele estava tendo de audição, visão e está tudo extremamente normal. É uma criança completamente saudável", detalhou.
Segundo a mãe, a família chegou a conversar com o médico sobre a possibilidade de retirar o sangue, mas recebeu orientação para não realizar a drenagem naquele momento diante do risco de infecção. O profissional orientou somente que ela continuasse passando água morna, sem recorrer à massagem.
Vale ressaltar que a recomendação foi feita especificamente para João. Por isso, a conduta não deve ser reproduzida em outros recém-nascidos sem orientação médica. "Não tem uma receita de bolo. Cada caso é um caso e a gente tem que avaliar junto à família qual que vai ser a melhor conduta", reforçou Mazzuia.
Quando o cefalohematoma precisa de tratamento?
Em situações específicas, conforme apontou a médica, cefalo-hematomas grandes ou já calcificados podem exigir uma análise do neurocirurgião pediátrico. Caso uma cirurgia seja cogitada, fatores como tamanho da alteração, condição de saúde, peso e características do crânio entram na decisão.
No diagnóstico de João, a expectativa agora é acompanhar a absorção espontânea. A influenciadora afirmou estar mais tranquila depois da nova avaliação. "A verdade é que a preocupação é puramente por estética, porque a saúde do João está impecável. Mas agora a gente precisa ter paciência e ajudar o corpo a drenar sozinho [...] Nós vamos fazer tudo o que podemos, mas assim, eu confio em quem pode mais do que eu, que é Deus, e Ele não falha em nenhum momento. Se você gosta da nossa família, gosta do João e está torcendo pela melhora dele, a única coisa que a gente pode fazer é se unir e pedir a Deus uma ajuda", concluiu Daiane.
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