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Festival de Gramado começa nesta sexta-feira; saiba o que esperar do evento este ano

Festival de Gramado reúne 74 produções até 22 de agosto e homenageia nomes como Andrea Beltrão, Selton Mello e Maria Fernanda Cândido

13 ago 2026 - 12h04
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Um dos eventos mais tradicionais do audiovisual brasileiro está de volta. O Festival de Gramado inicia sua programação principal nesta sexta-feira (14), reunindo produções nacionais, homenagens e nomes conhecidos do cinema. Até 22 de agosto, o público poderá acompanhar 74 filmes, entre curtas e longas-metragens, dos quais 44 concorrem a prêmios em cinco categorias.

Festival de Gramado começa nesta sexta (14) com 74 filmes, grandes estreias e homenagens a nomes do cinema brasileiro
Festival de Gramado começa nesta sexta (14) com 74 filmes, grandes estreias e homenagens a nomes do cinema brasileiro
Foto: Reprodução/YouTube / Bons Fluidos

A abertura acontece no tradicional Palácio dos Festivais, em Gramado, no Rio Grande do Sul, e terá como destaque a exibição de "Antártida", dirigido por Bruno Safadi e estrelado por Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal e Andrea Beltrão.

"Antártida" abre o Festival de Gramado

O longa chama atenção não apenas pelo elenco, mas também pela produção. O filme foi inteiramente rodado em estúdio e utilizou painéis virtuais para reproduzir as paisagens geladas da Antártida, uma tecnologia que permitiu recriar o ambiente polar sem que as gravações fossem realizadas no continente.

Na história, cientistas brasileiros vivem isolados em uma base de pesquisa. A rotina do grupo muda após Inês, personagem de Marina Ruy Barbosa, sofrer violência sexual. Diante do crime, as mulheres que vivem no local passam a buscar respostas para descobrir a identidade do agressor.

Filmes disputam principal prêmio

A competição de longas-metragens de ficção reúne seis produções com histórias bastante diferentes entre si. Uma delas é "Feito Pipa", estrelada por Lázaro Ramos e já apresentada no Festival de Berlim. Também concorre "Chorão: Só Os Loucos Sabem", cinebiografia que acompanha a trajetória do vocalista do Charlie Brown Jr., interpretado por José Loreto.

"Pele de Rinoceronte" traz Débora Falabella no papel de uma jornalista que investiga um caso de feminicídio ocorrido na década de 1970 e inspirado na história de Ângela Diniz.

A seleção inclui ainda "Nosso Segredo", que marca a estreia de Grace Passô na direção de um longa e também passou por Berlim; "Leite em Pó", dirigido por Carlos Segundo; e "Justino - Nos Bastidores do Reino", que acompanha a ascensão de um pastor evangélico.

Festival também celebra grandes nomes do cinema

Além de apresentar e premiar novas produções, Gramado mantém uma tradição importante: reconhecer profissionais que ajudaram a construir a história do audiovisual.

Em 2026, Andrea Beltrão será homenageada com o Troféu Oscarito, principal reconhecimento do festival dedicado à trajetória de atores e atrizes. Ao longo dos anos, nomes como Sônia Braga, Léa Garcia, Laura Cardoso e Marcos Palmeira também receberam a honraria. Andrea, no entanto, não estará presencialmente na cerimônia devido a uma cirurgia no pé.

Outros dois nomes serão celebrados nesta edição. Selton Mello, que ampliou sua presença internacional após o sucesso de "Ainda Estou Aqui", e Maria Fernanda Cândido, que integrou o elenco de "O Agente Secreto", receberão o Kikito de Cristal, homenagem destinada a personalidades de destaque no cenário cinematográfico internacional.

A importância dos festivais para o cinema brasileiro

A edição deste ano acontece em um momento de atenção para a manutenção dos grandes festivais nacionais. Poucos dias antes da abertura em Gramado, profissionais do setor cultural se mobilizaram diante das dificuldades enfrentadas pelo Festival de Brasília do Cinema Brasileiro para garantir recursos para sua 59ª edição.

Nesse cenário, eventos como Gramado também funcionam como importantes vitrines para produções que nem sempre conseguem chegar ao circuito comercial. "A existência dos festivais é vital para o audiovisual brasileiro. Eles impulsionam a circulação de obras, levam produções às telas, que muitas vezes não têm espaço no circuito comercial de salas de cinema, revelam realizadores de estados fora do eixo Rio-São Paulo, descentralizando a cultura", afirma Rosa Helena Volk, presidente da Gramadotur, responsável pela organização do evento, à Folha.

Além de aproximar filmes brasileiros do público, esses encontros podem abrir caminhos para que as produções circulem internacionalmente. "Eles funcionam como o primeiro passo dos filmes brasileiros para festivais no exterior, fortalecendo lá fora a imagem do cinema feito no nosso país". O Festival de Gramado conta com recursos públicos provenientes das esferas federal, estadual e municipal, além de valores captados por meio da Lei Rouanet.

Veja os longas de ficção que estão na disputa

  • "Chorão: Só Os Loucos Sabem", de Hugo Prata e Felipe Novaes
  • "Feito Pipa", de Allan Deberton
  • "Justino - Nos Bastidores do Reino", de José Eduardo Belmonte
  • "Leite em Pó", de Carlos Segundo
  • "Nosso Segredo", de Grace Passô
  • "Pele de Rinoceronte", de Marcello Ludwig Maia

Com produções que passam por diferentes gêneros e temas, a nova edição de Gramado reforça o espaço do festival como ponto de encontro entre artistas, realizadores e público - e como uma das principais vitrines para acompanhar os caminhos do cinema brasileiro.

Bons Fluidos
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