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Anvisa aprova registro do novo medicamento Duvyzat no Brasil, para distrofia muscular de Duchenne

Resolução publicada no Diário Oficial da União autoriza comercialização do princípio ativo cloridrato de givinostate monoidratado pela Multicare Pharmaceuticals

13 ago 2026 - 12h26
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do novo medicamento Duvyzat no Brasil nesta quinta-feira, 13, conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU). O remédio é usado para o tratamento de distrofia muscular de Duchenne.

Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

O novo medicamento é indicado para crianças com idade igual ou superior a 6 anos, em tratamento concomitante com corticosteroides. É líquido e deve ser tomado por via oral, duas vezes ao dia. A recomendação médica é específica para cada caso e leva em conta o peso corporal do paciente. 

O que é o novo medicamento aprovado?

O Duvyzat é um medicamento classificado como Novo Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), com via de desenvolvimento completo. O princípio ativo da fórmula é o cloridrato de givinostate monoidratado.

A aprovação foi concedida à empresa Multicare Pharmaceuticals Ltda. O documento oficializa a entrada do produto no mercado farmacêutico brasileiro.

Como o remédio será comercializado?

O produto será disponibilizado na forma de suspensão oral, com concentração de 8,86 mg/ml. A apresentação aprovada pela Anvisa inclui um frasco plástico de 140 ml acompanhado de uma seringa dosadora.

Com a entrada em vigor da Resolução-RE nº 3.153 na data de sua publicação, a fabricante já possui o respaldo legal do Ministério da Saúde para iniciar os trâmites de distribuição no país.

Qual a validade do registro na Anvisa?

O prazo de validade do produto e do registro segue as normas da agência reguladora para novas fórmulas.

A apresentação do medicamento tem validade de 36 meses, segundo dados da Anvisa (2026).

Além disso, o processo de registro do Duvyzat (número 1.7873.0002.001-0) possui vencimento programado para agosto de 2036.

Doença grave 

A DMD é uma doença genética rara e grave, que afeta principalmente meninos e se manifesta na primeira infância. Estima-se que, a cada ano, 700 pessoas são diagnosticadas com a doença no Brasil. Os primeiros sinais costumam aparecer entre os 2 e 5 anos de idade (dificuldade para correr, pular ou levantar do chão). A maioria dos pacientes perde a capacidade de andar por volta dos 12 anos de idade.  

O problema ocorre porque o corpo não consegue produzir uma proteína essencial chamada distrofina, que atua como um "amortecedor" ou "escudo" dentro das células musculares. Sem essa proteína, as fibras musculares se tornam frágeis e se rompem facilmente a cada movimento. Com o avanço da doença, os músculos respiratórios e cardíacos também são afetados, reduzindo significativamente a expectativa de vida, que geralmente não ultrapassa os 30 anos. 

Com o tempo, o músculo danificado perde a capacidade de se regenerar. Ele é progressivamente substituído por tecido gorduroso e fibroso (cicatricial), o que leva à perda gradual da força muscular. 

A doença tem um altíssimo impacto social e econômico. A dependência total para atividades diárias, a necessidade de equipamentos especializados (cadeiras de rodas, ventiladores mecânicos) e o acompanhamento multiprofissional contínuo representam um fardo pesado para as famílias e para os sistemas de saúde.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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