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O que faz um mentor espiritual? Entenda o papel dessa presença na sua vida

Segundo especialista, essa conexão estaria ligada ao propósito, ao autoconhecimento e às escolhas feitas ao longo da vida

13 ago 2026 - 12h40
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Para algumas linhas espiritualistas, a jornada de cada pessoa também pode contar com a presença de um mentor espiritual, entendido como uma consciência que oferece inspiração e orientação ao longo da vida. Segundo o escritor e pesquisador Marcello Cotrim, essa relação não elimina as escolhas individuais, mas pode ajudar na busca por propósito e autoconhecimento.

Segundo especialista, o mentor espiritual pode atuar na vida ao estimular o autoconhecimento e fortalecer a conexão com o propósito pessoal
Segundo especialista, o mentor espiritual pode atuar na vida ao estimular o autoconhecimento e fortalecer a conexão com o propósito pessoal
Foto: Canva Equipes/ doidam10 / Bons Fluidos

"O nosso mentor espiritual, mentor ou mentora, combina conosco desde antes de reencarnar, nos acompanhar durante a vida. Isso não quer dizer que ele fique 24 horas, mas que ele volta de vez em quando no momento receptivo seu para te inspirar, para te iluminar", explicou em um vídeo publicado nas redes sociais.

Qual seria o papel do mentor espiritual?

Na visão apresentada pelo pesquisador, essa presença teria entre suas funções lembrar a pessoa de seu propósito de vida. A ideia parte da crença de que cada indivíduo possui uma trajetória de aprendizado. Entretanto, continua tomando decisões por meio do livre-arbítrio.

Nesse sentido, o mentor não escolheria os caminhos pela pessoa. Sua atuação estaria mais relacionada a momentos de percepção e reflexão, principalmente quando alguém sente que se afastou daquilo que considera importante para a própria realização.

"O mentor procura te mostrar quando você está fugindo muito da sua rota de ser feliz e se autorealizar. Isso é evoluir", afirmou.

A conexão também envolve autoconhecimento

Cotrim relaciona ainda essa suposta orientação ao processo de reconhecer características que fazem parte da própria identidade. Para ele, olhar para dentro ajuda a perceber quais comportamentos surgiram de experiências, traumas e condicionamentos e quais refletem características mais genuínas.

"Ele te ajuda para que você reconheça quem você é de verdade, em essência, para que você retire as máscaras dos condicionamentos e traumas, tudo que fez você fugir de si e volte-se pros seus dons, suas qualidades natas", apontou Cotrim.

O mentor não decide por você

Um dos pontos destacados por Cotrim é a preservação do livre-arbítrio. Na visão dele, mesmo quando essa conexão acontece, a pessoa continua responsável pelas próprias decisões.

"O mentor nunca interfere no seu livre arbítrio. Ele vai te dar coragem, ele vai te inspirar através da mediunidade sutil, no momento que você tá receptivo, através das meditações, por exemplo, ele pode fundir a aura dele com a sua, transmitir alegria, inspiração, lucidez e coragem, mas nunca dar uma resposta pronta", explicou.

Por isso, a relação descrita pelo pesquisador não funcionaria como uma espécie de consulta em que alguém recebe instruções para cada problema. A decisão final continuaria nas mãos de quem vive a experiência. "Isso cabe a você. É uma grande parceria de amor fraterno", concluiu.

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