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Férias de julho: por que as crianças parecem sentir mais fome e como lidar com isso

Mudança de rotina, tédio e ambiente doméstico podem influenciar diretamente a relação das crianças com a comida; confira dicas práticas para equilibrar a alimentação

1 jul 2026 - 20h36
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Durante o período de férias das crianças, muitos pais percebem um comportamento em comum dentro de casa: pedidos frequentes por comida ao longo do dia. Isso acontece mesmo sem grandes intervalos entre as refeições, o que levanta uma dúvida constante: trata-se de fome real ou apenas uma mudança de hábito?

Mudanças na rotina, tédio e o maior tempo em casa influenciam diretamente o apetite das crianças nas férias
Mudanças na rotina, tédio e o maior tempo em casa influenciam diretamente o apetite das crianças nas férias
Foto: KATRIN BOLOVTSOVA/Pexels / Bons Fluidos

Na prática, esse comportamento tem menos relação com aumento do apetite e mais com a quebra da rotina. Sem horários fixos para acordar, comer e realizar atividades, o corpo perde parte da referência que organiza a sensação de fome ao longo do dia. Ao mesmo tempo, o ambiente doméstico se torna mais livre, com maior acesso à cozinha e menos atividades estruturadas.

Férias e crianças: tédio influencia a fome

Quando falamos em férias e crianças, um fator ganha destaque: o tédio. Com mais tempo livre e menos estímulos do que na rotina escolar, é comum que as crianças busquem alternativas rápidas de distração, e a comida acaba aparecendo como uma delas. Muitas vezes, o pedido por um lanche não está ligado à necessidade física, mas sim à vontade de mudar de atividade, sair das telas ou preencher o tempo livre.

Por isso, antes de oferecer algo para comer, alguns sinais podem ajudar a entender melhor o contexto: se a criança comeu há pouco tempo, se está apenas entediada, se está há muito tempo em frente a telas ou se aceitaria opções mais leves como frutas, por exemplo. Essas observações ajudam a diferenciar fome real de impulso momentâneo, sem necessidade de rigidez ou proibição.

Organização leve ajuda mais

Mesmo nas férias, manter uma certa estrutura alimentar pode fazer diferença. Não é necessário seguir horários fixos como na rotina escolar, mas preservar quatro ou cinco refeições ao longo do dia ajuda a evitar beliscos constantes e excessos ao longo da manhã ou da tarde.

Outro ponto importante está no ambiente da casa. Quando alimentos mais naturais estão visíveis e prontos para consumo, como frutas lavadas, iogurtes, ovos cozidos ou legumes já preparados, as escolhas tendem a ser mais equilibradas. Ao mesmo tempo, manter opções práticas como pães integrais, pipoca caseira, castanhas e biscoitos simples ajuda a evitar que ultraprocessados sejam a única saída rápida para o lanche.

No fim, é importante lembrar que o equilíbrio não está em controlar cada escolha, mas em entender o contexto. As férias são um período de mudança, e isso naturalmente afeta a relação com a comida. Ainda assim, com pequenos ajustes, é possível manter hábitos saudáveis sem abrir mão da leveza desse momento em família.

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