Famosos lamentam a morte do jornalista Renato Machado: 'Descanse em paz'
Jornalista morreu aos 83 anos e recebeu homenagens de William Bonner, Ana Maria Braga, Edney Silvestre e outros colegas que lembraram sua trajetória e legado
A morte do jornalista Renato Machado, aos 83 anos, nesta quinta-feira (16), provocou uma onda de homenagens entre profissionais da imprensa e personalidades da televisão. Ícone do telejornalismo brasileiro, ele ficou conhecido principalmente por sua longa passagem à frente do Bom Dia Brasil. Internado na Clínica São Vicente, na Gávea, no Rio de Janeiro, Renato teve sua morte confirmada, mas a causa não foi divulgada.
Ao longo do dia, amigos e colegas usaram as redes sociais para recordar não apenas sua carreira, mas também a elegância, a gentileza e a dedicação que marcaram sua trajetória.
Homenagens destacam legado e personalidade
William Bonner foi um dos primeiros a prestar homenagem. O apresentador compartilhou uma fotografia de Renato Machado e resgatou um vídeo gravado nos bastidores da TV Globo, em 2015, quando os dois conversavam sobre a cobertura jornalística mais marcante da carreira do veterano. Na publicação, Bonner escreveu apenas a data: "28/02/2015".
O jornalista Edney Silvestre também relembrou a amizade entre os dois e destacou características que, segundo ele, tornavam Renato inesquecível. "Adeus, Renato Machado, mestre nos desafios do bom jornalismo, amante da música de Richard Wagner, indicador de bons vinhos e senhor absoluto da elegância de bons papos que a gente torcia para não terminarem nunca", publicou.
Ana Maria Braga também lamentou a perda do comunicador e ressaltou a importância de sua contribuição para a televisão brasileira. "Hoje, o nosso bom dia para o Brasil fica mais triste. Renato Machado nos deixa, mas seu legado para o jornalismo, as histórias que contou e a forma serena e elegante com que levou a informação aos brasileiros permanecerão para sempre na nossa memória. Meus sentimentos aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. Que descanse em paz", escreveu.
De diplomata a um dos grandes nomes da televisão
Nascido em 21 de março de 1943, no Rio de Janeiro, Renato Machado chegou a trilhar um caminho bem diferente antes de ingressar no jornalismo. Formado em Direito pela PUC-Rio, ele foi aprovado no concurso do Itamaraty e poderia ter seguido carreira diplomática, mas decidiu dedicar sua vida à comunicação.
Sua história na TV Globo começou em 1982, após um convite do jornalista Armando Nogueira. Com experiência em temas internacionais e domínio do inglês e do francês, Renato rapidamente ganhou espaço na emissora.
Pouco tempo depois, foi enviado para Londres como correspondente internacional. Durante os cinco anos em que viveu no exterior, acompanhou acontecimentos históricos, como o desastre nuclear de Chernobyl, a Guerra das Malvinas, as celebrações dos 40 anos do Dia D e os primeiros passos de Ayrton Senna rumo ao estrelato na Fórmula 1.
Uma referência no Bom Dia Brasil
Em 1996, Renato Machado assumiu a apresentação e a editoria-chefe do Bom Dia Brasil, iniciando uma fase de renovação no telejornal. Com uma linguagem mais próxima do público, ajudou a modernizar o formato e permaneceu na bancada durante 15 anos. Assim, tornou-se uma das faces mais reconhecidas do jornalismo nacional.
Anos depois, voltou a atuar como correspondente em Londres, cobrindo episódios de grande repercussão internacional, como a crise econômica europeia e os atentados contra o jornal Charlie Hebdo. Ao retornar ao Brasil, em 2016, passou a integrar a equipe do Globo Repórter como repórter especial. Entre seus trabalhos mais elogiados está a reportagem A Arte como Passaporte, indicada ao Emmy Internacional.
Além da televisão, Renato cultivava o interesse pela literatura e pelo universo dos vinhos, colaborando também com jornais, revistas e a rádio CBN. Em novembro de 2021, encerrou sua trajetória na TV Globo, após quase 40 anos de atuação e uma carreira que deixou marcas profundas no jornalismo brasileiro.
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