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Bela Gil reflete sobre autoestima e o peso da aceitação: 'Isso bagunça muito'

Em uma reflexão sobre pertencimento, Bela Gil explica como as relações sociais influenciam a construção da autoestima e por que ser autêntico pode ser tão desafiador

16 jul 2026 - 21h07
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Falar sobre autoestima costuma nos levar a pensar em amor-próprio, confiança e autoconhecimento. Mas, antes de tudo isso existir, há um elemento que muitas vezes passa despercebido: o olhar do outro. Afinal, a forma como somos acolhidos ao longo da vida influencia profundamente a maneira como aprendemos a nos enxergar. É essa reflexão que Bela Gil propõe ao lembrar que a autoestima não nasce isoladamente, mas é construída nas relações que desenvolvemos desde a infância.

Bela Gil reflete sobre autoestima, autoaceitação e pertencimento, destacando a importância das relações sociais nesse sentido
Bela Gil reflete sobre autoestima, autoaceitação e pertencimento, destacando a importância das relações sociais nesse sentido
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Durante o programa Saia Justa, a apresentadora refletiu como a autoestima e a autoaceitação são desenvolvidas pelas relações sociais. Em outras palavras, sentir-se pertencente, respeitado e valorizado pelos grupos dos quais fazemos parte torna muito mais fácil construir uma relação saudável consigo mesmo.

O contrário também costuma ser verdadeiro. Quando a rejeição vem justamente das pessoas que ocupam um lugar importante em nossa história, as marcas podem ser profundas. "Se você não é aceita, principalmente, pelas pessoas que são mais importantes na sua vida… cara… isso bagunça muito", pontua.

O desejo de pertencer pode custar a autenticidade

Diante da necessidade humana de ser aceito, é comum que muitas pessoas tentem se adaptar para evitar críticas ou exclusão. Em diferentes momentos da vida, acabamos moldando comportamentos, escondendo características ou tentando corresponder a expectativas externas apenas para sentir que fazemos parte de algum grupo.

Por isso, Bela destaca que, muitas vezes, buscamos entrar no padrão. Não porque essa seja necessariamente a vontade mais genuína, mas porque o pertencimento costuma parecer uma necessidade de sobrevivência emocional.

Escolher outro caminho exige coragem. "É muito rara essa desobediência, no sentido bom da palavra. Do tipo: 'Eu vou bancar ser autêntica, vou bancar ser eu mesma, sem ter que me encaixar em nada'", ressalta ela. Ser fiel à própria identidade é um ideal inspirador, mas, na prática, pode representar um enorme desafio para quem passou anos acreditando que precisava mudar para ser amado.

A infância pode deixar marcas para toda a vida

Ao refletir sobre esse processo, Bela Gil chama atenção para um período especialmente sensível: a infância. "A escola é a glória ou o inferno na vida da criança, para a construção de autoestima e aceitação". É nesse ambiente que muitas crianças experimentam, pela primeira vez, tanto o acolhimento quanto a exclusão, aprendendo, ainda muito cedo, como enxergam a si mesmas a partir das reações das outras pessoas.

Isso não significa que a autoestima esteja determinada para sempre pelas experiências da infância. Ao longo da vida, é possível reconstruir essa relação consigo mesmo, fortalecer a autocompaixão e compreender que o próprio valor não depende da aprovação externa.

Ainda assim, a reflexão de Bela Gil convida a um olhar mais gentil sobre nós mesmos. Muitas inseguranças que carregamos não nasceram por acaso. Elas são fruto de histórias, relações e experiências que moldaram nossa percepção de quem somos. Reconhecer esse caminho pode ser o primeiro passo para construir uma autoestima menos baseada na necessidade de agradar e mais conectada com a própria autenticidade.

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