Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Especialista alerta para cuidados com pele e cabelo no outono

A estação pode agravar doenças dermatológicas

29 mai 2026 - 11h34
Compartilhar
Exibir comentários

Queda da umidade, banhos quentes e frio intenso favorecem ressecamento, frizz e piora de doenças de pele

Com a chegada do outono, a redução da umidade relativa do ar e as mudanças bruscas de temperatura impactam diretamente a saúde da pele e dos cabelos. O que muitas pessoas consideram apenas um desconforto estético pode, na verdade, representar uma resposta fisiológica do organismo às alterações climáticas típicas da estação.

Foto: Revista Malu

O cabelo sofre mais no outono

Segundo a dermatologista Irene Machado, do Hospital Quali Ipanema, o aumento do frizz e do ressecamento capilar é uma das queixas mais comuns durante o período.

"A haste capilar é altamente higroscópica, ou seja, troca umidade constantemente com o ambiente. No outono, o ar seco retira água da fibra capilar, favorecendo o ressecamento. Quando a cutícula do fio fica desidratada, suas escamas se levantam na tentativa de absorver umidade do ar, gerando aspecto áspero e frizz", explica a especialista.

Outro fator que contribui para os danos aos fios é o hábito de tomar banhos muito quentes nos dias frios. De acordo com Irene Machado, a alta temperatura da água remove os lipídios naturais responsáveis por proteger a cutícula capilar.

"Sem essa proteção lipídica, ocorre aumento da perda de água do couro cabeludo, favorecendo descamação, quebra dos fios e intensificação do ressecamento", alerta.

Pele mais sensível e vulnerável na estação

A pele também sofre impactos importantes nesta época do ano. A diminuição da sudorese e da produção sebácea reduz a quantidade de ceramidas e ácidos graxos responsáveis pela manutenção do manto hidrolipídico — camada que protege a pele contra agressões externas.

"O frio provoca vasoconstrição periférica, reduzindo a circulação sanguínea na pele e nas extremidades. Isso compromete a nutrição cutânea e torna a barreira da pele mais permeável, facilitando a perda de água e causando ressecamento, opacidade e coceira", afirma a dermatologista.

Segundo a médica, esse cenário favorece o agravamento de doenças dermatológicas já existentes, além do surgimento de novas irritações e inflamações.

Protetor solar continua essencial no frio

Apesar das temperaturas mais amenas, o uso do protetor solar deve permanecer na rotina diária. A especialista lembra que a radiação UVA — principal responsável pelo fotoenvelhecimento e por danos ao DNA celular — permanece constante mesmo em dias nublados e frios.

"Enquanto a radiação UVB diminui no outono, a UVA atravessa nuvens e vidros. Por isso, o uso do protetor solar deve continuar entre 8h e 17h, ou enquanto houver luz natural", explica.

A médica também chama atenção para a exposição à luz azul emitida por telas e dispositivos eletrônicos, especialmente em pacientes com tendência a manchas, como melasma facial e corporal.

Doenças dermatológicas comuns no outono

Entre as condições que costumam piorar durante a estação estão:

  • Dermatite seborreica, com aumento da oleosidade e descamação do couro cabeludo;
  • Psoríase, que tende a inflamar mais devido à menor exposição solar e ao clima seco;
  • Dermatite atópica, marcada por crises intensas de coceira e ressecamento.

Cuidados essenciais para pele e cabelo no outono

Para os cabelos

  • Apostar em óleos pré-lavagem para proteger os fios;
  • Evitar secadores muito quentes e próximos ao couro cabeludo;
  • Manter cronograma capilar com foco em nutrição e reposição lipídica.

Para a pele

  • Aplicar hidratante até três minutos após o banho, com a pele ainda úmida;
  • Preferir sabonetes syndet, com pH neutro e menos agressivos à microbiota;
  • Manter ingestão adequada de água, mesmo com a diminuição da sensação de sede no frio.

"A saúde da pele e dos cabelos vai além da estética. Estamos falando da integridade da principal barreira biológica do corpo humano contra as agressões do ambiente", finaliza a especialista.

Revista Malu Revista Malu
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra