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Enxaqueca e saúde mental: a batalha silenciosa de 30% da população mundial

Neurologista destaca que compreender a relação entre crises de enxaqueca e bem-estar psicológico é essencial para o controle da doença e a qualidade de vida

8 jan 2026 - 08h51
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A relação entre saúde mental e enxaqueca é intensa e bidirecional. Transtornos de saúde mental podem aumentar tanto a frequência quanto a intensidade das crises. Enquanto isso, conviver com a crônica também pode comprometer o bem-estar psicológico. Pessoas com enxaqueca apresentam maior risco de desenvolver sintomas de ansiedade e depressão, que contribuem para o aumento da recorrência das crises.

A relação entre saúde mental e enxaqueca é intensa e bidirecional, e transtornos de saúde mental podem aumentar a frequência e a intensidade
A relação entre saúde mental e enxaqueca é intensa e bidirecional, e transtornos de saúde mental podem aumentar a frequência e a intensidade
Foto: depositphotos.com / MitaStockImages / Bons Fluidos

Importância de Janeiro Branco

O movimento Janeiro Branco, dedicado à conscientização sobre a saúde mental, serve como um importante alerta para pessoas que convivem com enxaqueca. Vale ressaltar que a condição que afeta cerca de 15% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Pessoas que se sentem deprimidas ou apresentam sinais de esgotamento mental, como um cansaço persistente que não passa, devem buscar avaliação médica. O ideal é procurar profissional com experiência para investigar a enxaqueca, orienta a neurologista Thais Villa, especialista no diagnóstico e tratamento dessa condição.

"Viver com enxaqueca é enfrentar, diariamente, uma batalha silenciosa. Sintomas de ansiedade e depressão são sinais de um cérebro em exaustão. Controlar a enxaqueca vai muito além de tratar apenas as crises de dor de cabeça: envolve também cuidar da ansiedade, da depressão, do cansaço, da estafa e da má qualidade do sono. Ao tratar a causa desses sintomas, que muitas vezes é a própria enxaqueca, e não apenas suas consequências, é possível evitar a dependência excessiva de antidepressivos e outros medicamentos e, assim, retomar o controle da própria vida", esclarece Thais Villa.

Desafios diários da enxaqueca

Quem convive com a enxaqueca enfrenta desafios diários: planejar um dia especial torcendo para que a dor não apareça; iniciar a manhã já atento à rotina de prevenção e aos possíveis gatilhos das crises; adiar compromissos; lidar com frustrações e reorganizar a própria vida diante da imprevisibilidade da doença, entre muitas outras dificuldades.

Na vida profissional, a enxaqueca não custa apenas "um dia de trabalho", ela compromete a produtividade, a energia de entrega, o foco, os resultados e até oportunidades de crescimento. "A enxaqueca é uma das principais causas de afastamento laboral, e isso não é exagero. Trata-se de uma doença marcada por um cérebro em constante estado de sobrecarga", completa.

Segundo a OMS, a enxaqueca é a segunda maior causa de incapacidade no mundo, ficando atrás apenas da dor lombar. Pessoas que convivem com a doença perdem, em média, 4,6 dias de trabalho por mês, e quase 70% relatam impactos significativos na vida profissional, que vão desde a queda de desempenho até limitações no crescimento e na permanência no trabalho.

O que ocorre no corpo?

A neurologista explica que, quando a crise de enxaqueca tem início, o cérebro se desestabiliza, o corpo entra em sofrimento e podem surgir sintomas como sensibilidade extrema à luz e aos sons, visão turva, tontura e náuseas, além de crises intensas de dor de cabeça.

A boa notícia é que a enxaqueca tem controle. "O tratamento 360º representa uma abordagem multidisciplinar e moderna que permite ao paciente retomar a vida de forma plena. A aplicação de toxina botulínica em pontos estratégicos, realizada por especialistas no manejo da doença, é uma das grandes conquistas no tratamento preventivo da enxaqueca crônica, com eficácia cientificamente comprovada. A substância atua bloqueando a liberação de determinados neurotransmissores responsáveis por transmitir os sinais de dor ao cérebro", orienta a médica.

O tratamento integrado também inclui medicamentos desenvolvidos a partir de anticorpos monoclonais anti-CGRP, que apresentam bom perfil de tolerabilidade e baixa incidência de efeitos colaterais. Essas terapias atuam de forma direcionada no mecanismo da doença, contribuindo para o controle de diversos sintomas da enxaqueca.

*Texto de Mirian Cruz, da Vira Comunicação

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