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Endometriose: os sintomas da doença que pode levar anos para ser diagnosticada

Entenda os sinais e sintomas da endometriose, doença que pode afetar a qualidade de vida da mulher

23 ago 2025 - 15h09
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A endometriose é uma condição ginecológica caracterizada pelo crescimento anormal de células do endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero) em outros locais do corpo. Apesar de ser uma doença benigna, pode provocar dor intensa, sangramentos e até infertilidade, impactando diretamente a saúde e o bem-estar da mulher.

Muitas vezes diagnosticada tardiamente, a endometriose pode afetar a qualidade de vida da mulher; entenda seus sintomas e como tratar
Muitas vezes diagnosticada tardiamente, a endometriose pode afetar a qualidade de vida da mulher; entenda seus sintomas e como tratar
Foto: Reprodução: Garakta Studio / Bons Fluidos

Como ocorre a endometriose?

Durante o ciclo menstrual, o endométrio se espessa para receber um possível embrião. Quando não há fecundação, esse tecido é eliminado na menstruação. Na endometriose, no entanto, fragmentos desse tecido se desenvolvem fora do útero - em órgãos como ovários, trompas, bexiga ou intestinos. Assim como no útero, esses focos respondem aos hormônios, provocando inflamações, sangramentos internos e formação de cicatrizes.

Sintomas mais comuns

A intensidade e frequência dos sintomas variam de mulher para mulher, mas os sinais mais relatados são:

  • Menstruação abundante ou sangramento fora do período;
  • Prisão de ventre, diarreia ou dor ao evacuar;
  • Inchaço abdominal, náusea e cansaço excessivo;

Em alguns casos, no entanto, a endometriose pode ser assintomática, o que dificulta o diagnóstico. Estima-se que até 7% das mulheres tenham a doença, sendo mais frequente entre 25 e 35 anos. Além disso, segundo dados do Ministério da Saúde, a doença pode levar até 7 anos para ser descoberta.

Alguns elementos podem aumentar a chance de desenvolver endometriose, como: histórico familiar, primeira menstruação precoce (antes dos 11 anos), ciclos menstruais curtos, fluxo intenso, primeira gestação tardia, alterações anatômicas do sistema reprodutor, baixo índice de massa corporal e alto consumo de gorduras trans.

Quando a dor se transforma em arte

Aos 32 anos, a artista visual Marcella Benita Maksoud começou a sentir dores pélvicas intensas que iam muito além do "normal" durante o ciclo menstrual. Por anos, ouviu que era "cólica comum" ou "questão emocional". Passou por diferentes especialistas, exames inconclusivos e tratamentos paliativos - até que recebeu o diagnóstico de endometriose. "Foi como colocar nome em algo que já fazia parte de mim há muito tempo, mas que ninguém parecia enxergar", lembra Marcella.

A descoberta não encerrou a dor, mas abriu caminho para algo novo: a vontade de transformar essa experiência em linguagem artística. Assim nasceu a Casa-Corpo, uma exposição-instalação gratuita que ocupa um espaço no Itaim Bibi, em São Paulo, de 14 de agosto a 6 de setembro.

O projeto reúne obras autorais, experiências sensoriais e rodas de conversa que exploram não só a endometriose, mas também a saúde da mulher e os múltiplos significados do corpo feminino. Um dos destaques é o Projeto Luna, que aborda a pobreza menstrual com força poética e social. "Quis criar um espaço onde a arte pudesse ajudar a ressignificar a endometriose, não só como doença, mas como experiência humana que merece ser escutada com delicadeza e profundidade", afirma Marcella.

Como é feito o tratamento da endometriose?

O acompanhamento deve ser sempre realizado por um ginecologista. Entre as opções estão: medicamentos (para aliviar sintomas e controlar o avanço da doença); mudanças de estilo de vida (alimentação equilibrada, exercícios e acompanhamento psicológico, que ajudam a reduzir o impacto da dor crônica); e cirurgias (em casos graves, para remover os focos da doença ou corrigir alterações anatômicas).

A endometriose é uma doença que pode comprometer a qualidade de vida. Por isso, é essencial não ignorar sintomas persistentes, principalmente cólicas menstruais intensas que não melhoram com analgésicos comuns. Se você se identificou com os sinais descritos, busque orientação médica. O diagnóstico precoce é o primeiro passo para um tratamento eficaz.

Bons Fluidos
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