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Emergência global: tudo o que se sabe sobre o surto de Ebola

A OMS classificou a doença como uma emergência de saúde pública internacional, mas ponderou que o cenário atual ainda não atende aos critérios para ser classificado como uma pandemia

18 mai 2026 - 16h21
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de Ebola uma emergência de saúde pública internacional, após um surto na República Democrática do Congo e em Uganda. Até o dia 16 de maio, os territórios registravam 80 mortes suspeitas e investigavam 246 possíveis casos.

A OMS classificou o surto de Ebola como uma emergência de saúde pública internacional, que é o seu segundo maior nível de alerta
A OMS classificou o surto de Ebola como uma emergência de saúde pública internacional, que é o seu segundo maior nível de alerta
Foto: Motortion/Getty Images / Bons Fluidos

ados da agência de saúde ainda revela oito notificações confirmadas. Enquanto isso, a União Africana analisa 336 ocorrências. O cenário, segundo a OMS, é preocupante, mas o surto não atende aos critérios para ser considerado como uma pandemia.

Surto de Ebola

O principal fator de preocupação é a origem da crise ser a variante Bundibugyo do Ebola, para a qual não existe vacina nem tratamento específico. Esse é o terceiro surto detectado envolvendo a cepa, classificada com mortalidade estimada entre 25% e 40% na região. Desta vez, contudo, ele ocorre predominantemente em Ituri, no sul da República Democrática do Congo.

A área, em decorrência da atividade de mineração e da proximidade com a fronteira com Uganda e o Sudão do Sul, possui um intenso fluxo migratório. Além disso, outro fator responsável por agravar a crise é a dificuldade de analisar amostras, comprovar os casos e controlar a exposição, por se tratar de uma região remota. Autoridades da cidade de Rwampara (Ituri) informaram à 'AFP' que não há onde isolar os doentes. "Eles morrem em suas casas e seus corpos são manuseados por familiares", relatou Isaac Nyakulinda, representante da sociedade civil.

Esse problema, conforme revelam especialistas, tem intensificado o surto. Isso porque a doença, que causa uma febre hemorrágica altamente contagiosa, pode passar de pessoa para pessoa pelo contato com fluidos corporais, materiais contaminados ou exposição ao sangue de um indivíduo infectado, seja ele vivo ou falecido.

"O número de casos e mortes que estamos vendo em um período de tempo tão curto, combinado com a propagação por diversas áreas e agora além da fronteira, é extremamente preocupante", disse Trish Newport, gerente do programa de emergência da Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Ação de combate

De acordo com a OMS, o cenário indica que o surto é "potencialmente muito maior" do que o reportado até agora. A agência também está em atenção para o "alto risco de propagação adicional" em outros países. Por isso, classificou a crise como uma emergência de saúde global, seu segundo maior nível de alerta.

Entre os seus próximos passos, a fim de impedir o agravamento da situação, a OMS planeja convocar um comitê de emergência "o mais rapidamente possível", no qual pretende abordar o surto e discutir quais estratégias as nações devem seguir. A Médicos Sem Fronteiras (MSF) também atua para conter o problema. Até o momento, a instituição mobilizou suprimentos essenciais e profissionais com experiência em surtos de febre hemorrágica viral para os locais de risco.

Bons Fluidos
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