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Elevação pélvica: o exercício simples que pode transformar seu corpo

Famosa por trabalhar os glúteos, a elevação pélvica também contribui para força, estabilidade e desempenho; entenda as diferenças entre as variações

17 set 2026 - 17h09
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Resumo
A elevação pélvica vai além da estética: ao focar no glúteo máximo e na extensão do quadril, melhora a força, o controle corporal e o desempenho em atividades diárias e esportivas. O exercício varia da ponte no chão, ideal para iniciantes pela menor amplitude, ao hip thrust no banco, que permite maior sobrecarga e hipertrofia. Para evitar dores e lesões, a técnica correta e o alinhamento corporal devem sempre prevalecer sobre o excesso de peso, com progressões orientadas por profissionais.

Quem frequenta a academia provavelmente já encontrou alguém fazendo elevação pélvica, muitas vezes com bastante peso sobre o quadril. O exercício ganhou fama principalmente por sua participação nos treinos de glúteos, mas seus benefícios não ficam restritos à estética.

Elevação pélvica vai além dos glúteos: conheça seus benefícios, veja como fazer corretamente e entenda as diferenças entre chão e banco
Elevação pélvica vai além dos glúteos: conheça seus benefícios, veja como fazer corretamente e entenda as diferenças entre chão e banco
Foto: Reprodução: Syda Productions / Bons Fluidos

Também chamada de elevação de quadril, a elevação pélvica trabalha principalmente os músculos responsáveis pela extensão do quadril, com destaque para o glúteo máximo. A região participa de movimentos básicos do cotidiano e da prática esportiva, como levantar de uma cadeira, caminhar, subir escadas, correr e saltar.

Além disso, dependendo da variação e da execução, outros músculos do quadril, das coxas e do core participam do movimento. Por isso, o exercício pode integrar tanto treinos voltados à hipertrofia quanto programas que buscam força e melhor controle corporal.

E existem diferentes maneiras de executá-lo: no chão, apoiado em um banco, com barra, halteres, máquinas ou acessórios. Entender as diferenças ajuda a escolher uma opção compatível com o nível e o objetivo de cada pessoa.

Afinal, para que serve a elevação pélvica?

Um dos principais músculos recrutados durante o exercício é o glúteo máximo, fundamental para produzir a extensão do quadril. Fortalecer essa musculatura pode contribuir para o desempenho em diferentes movimentos e atividades físicas.

O exercício também exige estabilização do tronco e pode participar de programas voltados ao fortalecimento da região do quadril. Para corredores e praticantes de outros esportes, por exemplo, ter uma musculatura forte nessa área é importante para produzir e controlar movimentos.

Isso não significa, porém, que um único exercício seja capaz de prevenir sozinho dores ou lesões. Os resultados dependem do conjunto do treinamento, da técnica, da progressão de carga e das características individuais.

Elevação pélvica fortalece o assoalho pélvico?

Embora seja comum encontrar a afirmação de que a elevação pélvica fortalece diretamente o assoalho pélvico, é importante fazer uma distinção.

Os músculos do assoalho pélvico podem participar da estabilização e trabalhar em conjunto com a musculatura abdominal durante determinados movimentos, mas a elevação de quadril não substitui exercícios específicos para essa região.

Em casos de incontinência urinária, dor pélvica ou outras alterações, a avaliação de um fisioterapeuta especializado em saúde pélvica é importante para definir quais exercícios são adequados.

No chão ou no banco: qual a diferença?

As duas formas podem trabalhar os glúteos, mas não são exatamente iguais. Na versão feita no chão, também conhecida como ponte de glúteos, toda a região das costas permanece apoiada. Como o corpo encontra o solo mais rapidamente durante a descida, a amplitude do movimento é menor.

Essa característica torna a variação uma alternativa interessante para iniciantes e para quem ainda está aprendendo a controlar a extensão do quadril. Também é uma maneira prática de realizar o exercício em casa, sem a necessidade de muitos equipamentos.

Já no hip thrust, feito com a parte superior das costas apoiada em um banco, o quadril consegue percorrer uma amplitude maior. A posição também facilita a utilização e a progressão de cargas, razão pela qual essa versão aparece com frequência em treinos voltados ao ganho de força e massa muscular.

Não é necessário, entretanto, escolher definitivamente entre uma e outra. As duas variações podem fazer parte de um programa de treinamento, dependendo do objetivo e do nível de experiência.

Como fazer a elevação pélvica no chão?

Para começar, deite-se de barriga para cima e dobre os joelhos, mantendo os pés apoiados no chão aproximadamente na largura dos quadris.

Mantenha o abdômen firme e empurre o chão com os pés para elevar o quadril. Suba de maneira controlada até formar uma linha entre ombros, quadril e joelhos, evitando exagerar na extensão da coluna.

No ponto mais alto, contraia os glúteos e, em seguida, retorne lentamente à posição inicial. A posição dos pés merece atenção. Quando ficam muito distantes ou muito próximos do corpo, a sensação do exercício e a participação de outros grupos musculares podem mudar. Por isso, vale ajustar a postura até encontrar uma posição confortável que permita manter os joelhos e pés bem alinhados.

E como fazer no banco?

Na versão conhecida como hip thrust, apoie a região superior das costas em um banco firme e mantenha os pés no chão, afastados aproximadamente na largura dos quadris.

A partir dessa posição, eleve o quadril de maneira controlada até que o tronco e as coxas se aproximem de uma linha paralela ao chão. No topo do movimento, os joelhos devem permanecer alinhados, sem cair excessivamente para dentro ou se abrir de maneira descontrolada. Depois, abaixe o quadril devagar e repita.

Barra, anilha, halter ou outras formas de resistência podem ser acrescentadas conforme a evolução. Antes de aumentar a carga, porém, é importante conseguir executar o movimento corretamente.

Mais peso nem sempre significa mais resultado

Um erro frequente é transformar a quantidade de peso no principal objetivo da elevação pélvica. Quando a carga ultrapassa aquilo que a pessoa consegue controlar, é comum reduzir a amplitude, perder o alinhamento ou compensar o movimento com outras regiões do corpo.

Sentir dor na lombar também não deve ser encarado como um sinal de que o exercício está "funcionando". O desconforto pode indicar problemas de execução, carga excessiva ou até uma condição que merece avaliação profissional. A progressão deve acontecer gradualmente, priorizando qualidade do movimento antes de aumentar os pesos.

Outras formas de fazer elevação pélvica

Depois de dominar as versões mais simples, o exercício pode ganhar novas variações. A elevação unilateral, realizada com apenas um pé apoiado, aumenta a exigência de estabilidade e permite trabalhar cada lado separadamente.

Na academia, máquinas específicas para hip thrust e o aparelho smith podem facilitar o uso de resistência adicional. Mini bands também podem ser posicionadas acima dos joelhos para acrescentar outra demanda ao movimento.

Bola suíça e bosu são outras possibilidades, principalmente quando o objetivo é introduzir instabilidade. Por exigirem maior controle corporal, entretanto, não precisam ser a primeira escolha de quem ainda está aprendendo o exercício.

Qual versão escolher?

Para quem está começando, a elevação no chão costuma ser uma maneira simples de aprender o movimento. Conforme a técnica evolui, o hip thrust no banco permite ampliar as possibilidades de progressão de carga. Quem já treina há mais tempo pode utilizar diferentes versões dentro do planejamento, desde que cada uma tenha uma finalidade.

Mais importante do que buscar a variação considerada "mais difícil" é encontrar aquela que faça sentido para o objetivo, possa ser executada com boa técnica e permita uma evolução segura. A orientação de um profissional de educação física é especialmente útil para ajustar posição, carga, número de séries e repetições às necessidades de cada pessoa.

Bons Fluidos
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