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Educação Infantil: por que os primeiros anos são tão importantes para o desenvolvimento?

Especialistas destacam que experiências vividas na escola ajudam a construir habilidades que acompanham a criança ao longo da vida

24 ago 2026 - 17h40
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Resumo
O Dia Nacional da Educação Infantil ressalta a importância dos primeiros anos como base do desenvolvimento humano. Especialistas enfatizam que essa etapa une cuidado e aprendizado, utilizando a brincadeira para estimular habilidades cognitivas, sociais e emocionais. Embora o acesso tenha crescido no Brasil, o principal desafio é assegurar uma educação de qualidade, com ambientes adequados e profissionais preparados para garantir experiências significativas na primeira infância.

Nesta terça-feira (25), o Brasil celebra o Dia Nacional da Educação Infantil, data criada para valorizar a primeira etapa da educação básica. Voltada para crianças de zero a cinco anos, essa fase corresponde justamente ao período da primeira infância e propõe unir cuidado e educação no desenvolvimento dos pequenos.

Especialistas destacam que experiências vividas na escola ajudam a construir habilidades que acompanham a criança ao longo da vida
Especialistas destacam que experiências vividas na escola ajudam a construir habilidades que acompanham a criança ao longo da vida
Foto: Pavel Danilyuk/Pexels / Bons Fluidos

A data também faz referência ao nascimento de Zilda Arns, médica pediatra e sanitarista que dedicou parte de sua trajetória à assistência às crianças. Mais do que marcar uma data no calendário, contudo, a ocasião chama atenção para uma etapa que pode influenciar diferentes aspectos da formação infantil.

Para especialistas, garantir o acesso das crianças à Educação Infantil representa apenas o primeiro passo. Ainda é necessário oferecer ambientes preparados e experiências capazes de favorecer seu crescimento.

Educação Infantil vai além do cuidado

Na rotina de uma criança pequena, atividades como desenhar, cantar, correr, montar blocos e brincar de faz de conta podem parecer apenas momentos de diversão. Dentro do ambiente educativo, porém, essas experiências também criam oportunidades para construir habilidades importantes.

O especialista em psicomotricidade infantil Junior Cadima explicou que o brincar ocupa um papel central nesse processo. As atividades ajudam a estimular aspectos cognitivos, sociais e emocionais, além de contribuírem para habilidades como linguagem e autorregulação. "A Educação Infantil é o alicerce do desenvolvimento humano", afirmou em uma publicação no Instagram.

Nesse sentido, a brincadeira não representa um intervalo entre momentos considerados mais importantes de aprendizagem. Ela faz parte do próprio processo educativo e permite que a criança explore diferentes possibilidades, interaja com outras pessoas e construa novas formas de compreender o mundo.

O que a criança aprende na escola?

Para Daniel Santos, presidente do conselho interno do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação e Economia Social (LEPES) da FEA-RP, a Educação Infantil, além de oferecer acolhimento, alimentação e cuidados enquanto os responsáveis trabalham, a escola deve ser reconhecida como um espaço destinado à formação pessoal dos pequenos.

"O cerne da educação infantil são as interações, os processos e as oportunidades de aprendizagem que são criadas todos os dias para as crianças ampliarem o seu olhar, as suas vivências e o seu repertório", esclareceu Santos em um vídeo publicado nas redes sociais.

Dessa forma, a qualidade das experiências oferecidas importa tanto quanto a existência de vagas para pedagogos. Professores preparados, ambientes adequados e propostas pedagógicas que considerem as necessidades da primeira infância fazem parte desse processo.

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Acesso é importante, mas qualidade também

De acordo com o profissional, Brasil ampliou o acesso à Educação Infantil nos últimos anos. Ainda assim, colocar mais crianças nas escolas não resolve sozinho os desafios dessa etapa. Estudos do LEPES mostram justamente a diferença entre garantir o acesso e assegurar uma experiência educacional capaz de atender aos direitos das crianças. "É preciso que esse acesso aconteça com qualidade", destacou.

Para Cadima, reconhecer essa dimensão também significa mudar a maneira como adultos e instituições enxergam as atividades realizadas pelas crianças. Quando o brincar aparece apenas como passatempo, parte do trabalho pedagógico desenvolvido na Educação Infantil fica invisível.

Por isso, valorizar essa etapa significa compreender que cuidar, brincar e aprender não são ações separadas. Na primeira infância, elas acontecem de maneira integrada e ajudam a criar as bases para novas descobertas, relações e aprendizagens.

"Quando entendemos o que está em jogo nessa etapa, passamos a olhar para essas experiências com mais responsabilidade e compromisso, dentro e fora da escola", conclui Cadima.

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Bons Fluidos
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