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Durante tratamento contra o câncer, Isabel Veloso passou por gravidez de risco; relembre

Diagnosticada com linfoma de Hodgkin aos 15 anos, a influenciadora compartilhou sua trajetória de luta, fez escolhas marcadas pelo amor e viveu a maternidade em meio ao tratamento contra o câncer

10 jan 2026 - 15h30
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Diagnosticada em 2021 com um linfoma de Hodgkin, a influenciadora Isabel Veloso transformou sua trajetória de enfrentamento ao câncer em um diário público de vida real. Ao longo de quatro anos, compartilhou medos, recaídas, esperanças e decisões profundas - entre elas, o desejo de amar, construir uma família e seguir vivendo apesar das incertezas. Ao longo de sua luta, passou por uma gravidez de risco e tratamentos paliativos contra o câncer.

Isabel Veloso morreu aos 19 anos após quatro anos de luta contra o câncer; conheça sua trajetória de luta, que envolveu gravidez de risco
Isabel Veloso morreu aos 19 anos após quatro anos de luta contra o câncer; conheça sua trajetória de luta, que envolveu gravidez de risco
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Isabel morreu neste sábado (10), aos 19 anos, após complicações da doença. Ela deixa o marido, Lucas Borbas, e o filho Arthur, de 11 meses.

Um diagnóstico precoce e uma vida compartilhada

Aos 15 anos, Isabel recebeu o diagnóstico que mudaria sua história. Ainda adolescente, passou a dividir nas redes sociais o impacto do câncer, os tratamentos agressivos, os períodos de remissão e as recaídas. Com uma comunicação direta e emocionalmente honesta, conquistou milhões de seguidores e formou uma comunidade que acompanhou cada etapa de sua jornada. Mesmo em meio a prognósticos difíceis, Isabel seguia fazendo planos - não como negação da realidade, mas como afirmação da vida.

Casamento como escolha de presença

Em abril de 2024, Isabel se casou com Lucas Borbas. O relacionamento havia começado no ano anterior, quando ela já enfrentava o tratamento contra o câncer. Ao falar sobre o companheiro, Isabel destacou o apoio constante: "Ele sempre me deu o maior apoio em tudo. Sempre cuidou muito bem de mim. Comentamos muito sobre o futuro, mas prometemos um para o outro que vamos tentar ao máximo aproveitar e não se lamentar. É claro que às vezes a gente chora, fica com raiva, mas a gente se consola". A cerimônia ganhou repercussão nacional após o casal realizar um financiamento coletivo para viabilizar o casamento, que foi transmitido online para milhares de pessoas.

A gravidez que dividiu opiniões

Em agosto de 2024, Isabel surpreendeu os seguidores ao anunciar que estava grávida. A notícia veio acompanhada de críticas, dúvidas e questionamentos sobre sua condição de saúde e os riscos envolvidos. Ela respondeu de forma transparente, explicando sua situação clínica e a convivência entre tratamento e gestação: "O tumor voltou a crescer, é um conglomerado de linfonodos, o maior tem 7,5 centímetros. Os laudos estão aqui. Eu estou gestante e o tumor crescendo não traz, no momento, nenhum risco à gravidez."

Naquele momento da gravidez, Isabel reforçou que sua doença estava estabilizada e que as previsões médicas não significavam uma data exata para o fim da vida: "Citei em diversas reportagens e stories que a doença encontra-se estabilizada, e os seis meses são apenas expectativa médica, não tempo certeiro."

Entre o termo 'terminal' e os cuidados paliativos

Parte das polêmicas em torno de Isabel surgiu da diferença entre os conceitos de "estado terminal" e "cuidados paliativos". Em março de 2024, ao falar publicamente sobre seu quadro, ela utilizou o termo "terminal", o que gerou debates intensos nas redes.

Posteriormente, a médica responsável por seu acompanhamento explicou que o caso era paliativo - ou seja, sem perspectiva de cura, mas com controle de sintomas e possibilidade de qualidade de vida. Isabel chegou a ajustar a forma como descrevia sua condição, mas não escondeu o impacto emocional das acusações. Ela relatou estar cansada de precisar provar sua dor, reforçando que oscilações no quadro clínico não anulavam a gravidade da doença.

Arthur: a maternidade possível

Em dezembro de 2024, nasceu Arthur, fruto da relação com Lucas. O parto foi antecipado por recomendação médica, já que Isabel não tinha condições clínicas de levar a gestação até o fim. Ela explicou o momento delicado: "A mamãe aqui não está bem. Não tenho condições de levar a gestação até o final, devido à quimio que não fez efeito e o câncer acabou espalhando aos pulmões."

Arthur nasceu prematuro, com 32 semanas, e permaneceu internado na UTI neonatal por quase um mês. Mesmo diante das limitações físicas, Isabel compartilhou as emoções da gravidez, da maternidade e o significado do filho em sua vida: "Nosso filho veio pra gerar mais vida ainda onde não tinha. Ele restaurou todas as minhas feridas e provavelmente todas as suas. Como eu amo a nossa família."

Novas internações e agravamento do quadro

Em novembro de 2025, Isabel foi internada na UTI do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba. Durante esse período, enfrentou uma série de complicações, incluindo pneumonia, sangramento pulmonar, hemorragia intestinal e a necessidade de uma traqueostomia.

No mesmo período, passou por um transplante de medula óssea com doação do pai. Apesar de uma recuperação inicial promissora, o quadro se agravou com o desenvolvimento de pneumonia grave e da Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro, condição que pode ocorrer após o procedimento. Em dezembro, os médicos optaram pelo coma induzido. O pai, Joelson Veloso, chegou a pedir orações publicamente.

Uma história que expôs os limites da internet

Além da luta contra o câncer, Isabel também enfrentou a desconfiança pública. Foi acusada por parte dos internautas de exagerar sua condição, de promover produtos de CBD de forma indevida e até de forjar a gravidade da doença - acusações que rebateu com documentos médicos, imagens do tratamento e relatos pessoais.

Sua trajetória escancarou uma discussão urgente: até que ponto os pacientes precisam se justificar para serem acreditados? E quais são os impactos emocionais de viver sob julgamento constante enquanto se enfrenta uma doença grave? Ao dividir sua jornada, Isabel deixou um legado de reflexão sobre amor, maternidade, limites da medicina, empatia e responsabilidade digital. Uma vida curta em tempo, mas profunda em significado.

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