Dormir em ciclos de 90 minutos parecia uma solução mágica para acordar revigorado: a ciência discorda
Pesquisas mostram que a duração dos ciclos de sono varia para cada pessoa e que o descanso depende de outros fatores
Como tantas outras tendências virais nas redes sociais, nos últimos anos se popularizou uma fórmula aparentemente simples para melhorar o sono e acordar cheio de energia: calcular o descanso em blocos de 90 minutos e despertar exatamente ao fim de um desses ciclos.
A técnica promete que, ao acordar no momento exato em que termina um ciclo completo de sono, a pessoa se sentirá mais disposta e revigorada para enfrentar o dia. No entanto, as evidências científicas colocam em dúvida a confiabilidade desse método.
O mito dos ciclos exatos de 90 minutos
Uma pesquisa realizada em 2024 pela American Academy of Sleep Medicine revelou que quase um em cada dez adultos norte-americanos (9%) já testou essa técnica para definir o horário ideal de dormir e acordar. Há até calculadoras online criadas para facilitar esse cálculo.
A base dessa técnica está nos ciclos naturais do sono, que fazem parte do conjunto de ritmos que regulam o nosso organismo — conhecidos como ciclos circadianos. São eles que determinam quando temos sono, quando acordamos, sentimos fome, entre outras funções corporais.
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