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Dia do Psiquiatra: pesquisar sintomas pode ajudar, mas não substitui o diagnóstico

A data, celebrada em 13 de agosto, reforça a importância de buscar conhecimento confiável e orientação profissional diante de dúvidas sobre saúde mental

12 ago 2026 - 18h40
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Nesta quinta-feira (13), o Dia do Médico Psiquiatra reforça a importância da informação qualificada sobre saúde mental. O interesse pelo tema cresceu nos últimos anos: segundo dados do Google Trends de 2023, o Brasil foi o segundo país que mais pesquisou pelo termo "ansiedade", atrás apenas da Ucrânia.

Celebrado em 13 de agosto, o Dia do Psiquiatra reforça a importância de buscar informação confiável e acompanhamento adequado
Celebrado em 13 de agosto, o Dia do Psiquiatra reforça a importância de buscar informação confiável e acompanhamento adequado
Foto: Canva Equipes/shisuka / Bons Fluidos

O aumento das buscas pode facilitar o acesso ao conhecimento, mas também cria outro desafio. Ao encontrar listas de sintomas e relatos na internet, algumas pessoas podem interpretar manifestações isoladas como sinais definitivos de um transtorno.

O que uma avaliação psiquiátrica considera?

Uma pesquisa no Google apresenta informações gerais. Já o médico psiquiatra analisa a situação individualmente antes de chegar a uma conclusão. O diagnóstico considera aspectos como os sintomas apresentados, o histórico e os impactos que eles provocam na vida do paciente.

Para a psiquiatra Audrey Gotardi, essa etapa é fundamental para definir os caminhos do cuidado. "O diagnóstico em psiquiatra tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente. Através dele é possível escolher qual o melhor tratamento para o paciente, seja ele medicamentoso ou não, é possível orientar quais sintomas esperar e como lidar com eles", apontou em seu site.

A partir dessa avaliação, então, o paciente também pode compreender melhor o que está sentindo e participar de forma mais consciente do próprio tratamento. "Além disso, melhora o entendimento de quem convive com o paciente sobre os sintomas, e auxiliar essas pessoas em como ajudar o paciente", complementou a especialista.

O risco de transformar informação em autodiagnóstico

A preocupação ganha relevância diante da quantidade de conteúdos sobre saúde mental disponíveis nas redes sociais e mecanismos de busca. Informações confiáveis podem incentivar alguém a procurar ajuda, mas não conseguem reproduzir uma consulta médica.

Ademais, sintomas semelhantes podem aparecer em diferentes condições. Por isso, reconhecer-se em uma descrição encontrada na internet não confirma a existência de um transtorno.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 1 bilhão de pessoas viviam com algum transtorno mental em 2025. Ansiedade e depressão estão entre os quadros que mais contribuem para impactos humanos e econômicos em escala global.

Diagnóstico também ajuda no combate ao estigma

A avaliação profissional, portanto, não serve apenas para definir uma conduta. Ela também cria uma referência comum entre os profissionais que acompanham o paciente e pode facilitar futuros atendimentos. Ademais, segundo a especialista, esse processo pode contribuir para diminuir o preconceito relacionado às doenças mentais.

"É uma ferramenta que proporciona uma linguagem única para a equipe que acompanha o caso, e para futuros profissionais que possam vir a acompanhar. Além disso, permite que os transtornos mentais sejam classificados e estudados por pesquisadores, para desenvolver novas técnicas de tratamento", explicou Audrey.

Dia do Psiquiatra

O Dia Nacional do Médico Psiquiatra foi escolhido em referência à fundação da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), que ocorreu em 13 de agosto de 1966, no Rio de Janeiro. A data passou a ser celebrada oficialmente em 2016.

A ABP atua na divulgação de informações sobre saúde mental e no combate à psicofobia. Entre os temas discutidos pela entidade estão o burnout, os efeitos das apostas, o autodiagnóstico pela internet, o uso de inteligência artificial na Psiquiatria e questões relacionadas à assistência em saúde mental.

"Buscar ajuda quando necessário pode salvar muitas vidas. De forma literal, de evitar a morte, e no sentido mais amplo de dar significado à vida, entender que o que sente não é por falta de vontade, ou por falta de religião, e sim uma doença, que pode e merece ser tratada é libertador", disse Gotardi, por fim.

Bons Fluidos
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