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Dia do Cachorro: 5 mudanças no comportamento do seu pet que exigem atenção

Mudanças no comportamento do cão podem envolver desde desconfortos físicos até estresse e alterações nutricionais

3 out 2026 - 19h09
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Resumo
No Dia do Cachorro, especialistas alertam que mudanças de comportamento em cães podem indicar problemas de saúde que exigem atenção veterinária. Sinais como ingestão de fezes, desinteresse por brincadeiras, dificuldade de locomoção, medo excessivo de ruídos e alterações no apetite ou peso não devem ser ignorados. Fatores digestivos, metabólicos, articulares ou emocionais podem estar por trás desses sintomas, tornando essencial a avaliação profissional antes de qualquer mudança na dieta do animal.

O comportamento do cão pode dar pistas importantes sobre como ele está se sentindo. No Dia do Cachorro, celebrado em 4 de outubro, sinais como perder o interesse por brincadeiras, evitar escadas, ingerir fezes ou reagir de maneira intensa a ruídos merecem um olhar mais atento dos tutores.

Mudanças no comportamento do cachorro podem envolver desde desconfortos físicos até estresse e alterações nutricionais
Mudanças no comportamento do cachorro podem envolver desde desconfortos físicos até estresse e alterações nutricionais
Foto: pabloasc/pixabay / Bons Fluidos

Essas alterações podem ter diferentes explicações e, isoladamente, não permitem identificar uma doença. A frequência, a duração e a presença de outros sintomas, portanto, ajudam o médico-veterinário a entender o que está acontecendo.

"Coprofagia, dificuldade de mobilidade, baixa disposição e manifestações de estresse são queixas frequentes na rotina veterinária, com causas variadas e que precisam ser avaliadas de forma individual, principalmente quando persistem ou surgem acompanhadas de outros sinais clínicos", explica a médica-veterinária Farah Ramalho.

Atenção a 5 mudanças no cachorro

1. Começar a comer fezes

A ingestão de fezes, chamada de coprofagia, pode estar associada a fatores digestivos, nutricionais, ambientais ou comportamentais. Verminoses, má digestão, falta de estímulos e condições de higiene estão entre as possíveis causas.

Perda de peso, diarreia persistente ou alterações no apetite e nas próprias fezes tornam a investigação ainda mais importante. De acordo com a especialista, no dia a dia, recolher os dejetos, manter o espaço limpo, estimular o animal com atividades e evitar punições podem ajudar no manejo.

2. Perder o interesse por brincadeiras

Ademais, um cão que costumava demonstrar disposição e passa a evitar atividades pode estar sinalizando alguma alteração. Idade e alimentação influenciam os níveis de energia, mas mudanças metabólicas, hormonais e outras condições de saúde também podem provocar esse comportamento.

Nesse caso, então, vale observar se a redução da disposição aparece acompanhada por mudanças de peso, apetite ou aspecto da pelagem. A combinação desses sinais oferece informações importantes para a avaliação profissional.

3. Evitar escadas ou ter dificuldade para se levantar

A especialista ainda orienta que nem toda redução de mobilidade deve ser atribuída naturalmente ao envelhecimento. Rigidez, demora para levantar, dificuldade para caminhar ou menor vontade de brincar podem estar relacionadas a desconfortos articulares.

A doença articular degenerativa, por exemplo, provoca dor e pode limitar os movimentos de forma progressiva. Controle do peso, exercícios adequados às condições do animal e acompanhamento periódico ajudam a preservar conforto e mobilidade.

4. Cachorro reage de maneira intensa a barulhos

Fogos de artifício, tempestades e outros ruídos podem provocar medo nos cães. Entretanto, tremores, respiração acelerada, salivação excessiva, inquietação, postura encolhida e tentativas de fuga indicam uma reação mais intensa ao estímulo.

Quando esses episódios se tornam frequentes, o animal pode precisar de avaliação veterinária e, em alguns casos, acompanhamento comportamental. Durante situações de estresse, manter o pet em um espaço protegido, diminuir os ruídos e preservar sua rotina pode ajudar.

5. Apresentar mudanças persistentes no apetite e no peso

Alterações na quantidade de alimento ingerida ou no peso também merecem observação, sobretudo quando surgem junto de falta de energia ou mudanças na pelagem.

Esses sinais podem ter relação com a nutrição, mas também aparecem em diferentes problemas metabólicos, hormonais ou dermatológicos. Por isso, mudanças persistentes devem ser investigadas antes que o tutor altere a alimentação ou ofereça suplementos por conta própria.

A avaliação profissional ajuda a identificar se a mudança faz parte de uma situação passageira ou exige cuidados específicos, como suplementos. "É importante lembrar que os suplementos não substituem uma alimentação completa e balanceada nem os tratamentos prescritos. Quando recomendados pelo médico-veterinário, podem complementar a rotina de cuidados", alerta Ramalho.

Bons Fluidos
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