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Valter Longo, especialista em longevidade: "Os carboidratos complexos são digeridos lentamente, o que ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue estáveis ​​e reduz a inflamação"

Pesquisador aponta que escolhas feitas à noite e intervalos adequados entre as refeições podem impactar diretamente a saúde a longo prazo

23 jan 2026 - 14h10
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Valter Longo/KamranAydinov
Valter Longo/KamranAydinov
Foto: Minha Vida

Quando pensamos em viver mais anos, geralmente imaginamos rotinas de exercícios de força, suplementos vitamínicos ou tratamentos sofisticados. No entanto, para o biólogo celular Valter Longo, um dos pesquisadores mais respeitados na área da longevidade e diretor do Instituto de Longevidade da Universidade do Sul da Califórnia, a resposta também pode estar em algo tão cotidiano quanto a última refeição do dia.

Para Longo, autor de livros como "La dieta de la longevidad: Comer bien para vivir sano hasta los 110 años (Cocina saludable)" (A dieta da longevidade: comer bem para viver com saúde até os 110 anos), "a última refeição do dia, leve e com carboidratos complexos, pode acrescentar anos à sua vida". O especialista chama a atenção para o que comemos à noite e para como essa escolha impacta o metabolismo, o sono e a capacidade do corpo de se reparar durante o descanso.

Carboidratos complexos são essenciais

Segundo o pesquisador, os carboidratos complexos, presentes em cereais integrais, leguminosas, verduras e tubérculos, são fundamentais porque "são digeridos lentamente, o que ajuda a manter níveis estáveis de açúcar no sangue e reduz a inflamação, fatores cruciais para prevenir doenças crônicas". Para ele, essa estabilidade metabólica é um dos pilares da saúde a longo prazo.

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