Valter Longo, especialista em longevidade: "Os carboidratos complexos são digeridos lentamente, o que ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue estáveis e reduz a inflamação"
Pesquisador aponta que escolhas feitas à noite e intervalos adequados entre as refeições podem impactar diretamente a saúde a longo prazo
Quando pensamos em viver mais anos, geralmente imaginamos rotinas de exercícios de força, suplementos vitamínicos ou tratamentos sofisticados. No entanto, para o biólogo celular Valter Longo, um dos pesquisadores mais respeitados na área da longevidade e diretor do Instituto de Longevidade da Universidade do Sul da Califórnia, a resposta também pode estar em algo tão cotidiano quanto a última refeição do dia.
Para Longo, autor de livros como "La dieta de la longevidad: Comer bien para vivir sano hasta los 110 años (Cocina saludable)" (A dieta da longevidade: comer bem para viver com saúde até os 110 anos), "a última refeição do dia, leve e com carboidratos complexos, pode acrescentar anos à sua vida". O especialista chama a atenção para o que comemos à noite e para como essa escolha impacta o metabolismo, o sono e a capacidade do corpo de se reparar durante o descanso.
Carboidratos complexos são essenciais
Segundo o pesquisador, os carboidratos complexos, presentes em cereais integrais, leguminosas, verduras e tubérculos, são fundamentais porque "são digeridos lentamente, o que ajuda a manter níveis estáveis de açúcar no sangue e reduz a inflamação, fatores cruciais para prevenir doenças crônicas". Para ele, essa estabilidade metabólica é um dos pilares da saúde a longo prazo.
...
Veja também
Nem frita, nem cozida: a melhor forma de preparar a batata-doce para conservar seus nutrientes
Há 2.500 anos, os estoicos encontraram a felicidade em algo que hoje evitamos: ser medíocres