Esponja de cozinha pode esconder bactérias; veja quando trocar
A esponja de cozinha é um dos itens mais usados da casa. Justamente por isso, também pode se tornar um dos mais contaminados quando não recebe a devida atenção na limpeza e na troca.
Por ser úmida, porosa e entrar em contato com restos de alimentos, a esponja cria um ambiente favorável para a multiplicação de microrganismos. Especialistas alertam que o uso prolongado e o reaproveitamento em diferentes superfícies aumentam o risco de contaminação cruzada.
Segundo o microbiologista Bruno Brunetti, o problema não está apenas na presença de bactérias, mas nas condições que favorecem sua proliferação. "A esponja de lavar louça provavelmente é um dos objetos mais contaminados dentro de uma cozinha. O problema não é simplesmente ter bactéria, porque elas existem em praticamente tudo. A questão é que a esponja reúne umidade, resíduos de alimentos, gordura e matéria orgânica, criando um ambiente muito favorável para a multiplicação de microrganismos potencialmente perigosos", explica.
Contaminação cruzada pede atenção
Um dos principais cuidados na rotina é evitar que a mesma esponja seja usada em locais diferentes da cozinha. Isso vale para louça, pia, bancada, fogão, tábua de corte e até áreas mais sujas da casa.
"Usar a mesma esponja para louça, pia, bancada, tábua, fogão ou áreas mais sujas é praticamente criar um sistema de distribuição de contaminação pela cozinha. Uma bancada que recebeu carne crua, por exemplo, pode carregar microrganismos patogênicos que depois acabam sendo transferidos para pratos, copos e utensílios", alerta Brunetti.
Cores ajudam na organização
Uma forma prática de reduzir riscos é separar as esponjas por cor e função. Assim, fica mais fácil identificar qual item deve ser usado em cada ambiente e evitar a mistura entre áreas com níveis diferentes de sujeira.
"A separação por cores ajuda a criar uma rotina mais intuitiva. Quando cada acessório tem uma função definida, a família inteira entende melhor o que deve ser usado em cada ambiente. Isso torna a limpeza mais eficiente e diminui o risco de contaminação cruzada", explica Gerson Grohskopf, gerente da categoria de Limpeza da Condor S.A.
Troca frequente faz diferença
Outro ponto importante é a troca regular da esponja. Mesmo quando ela ainda parece limpa, o material pode manter umidade e resíduos em seu interior.
Por isso, esponjas com mau cheiro, aparência escurecida, deformadas ou desgastadas devem ser descartadas. A recomendação dos especialistas é substituir o item com frequência, em geral a cada sete dias ou menos, conforme o uso.
"A troca precisa ser frequente. Em cozinhas domésticas, a recomendação é substituir a esponja, no máximo, a cada sete dias, dependendo da intensidade de uso", orienta Brunetti.
Cuidados simples no dia a dia
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Usar uma esponja exclusiva para louças e outra para pia e bancada.
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Não levar a esponja da cozinha para o banheiro.
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Enxaguar bem após o uso e retirar o excesso de água.
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Guardar em local ventilado, para secar completamente.
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Trocar a esponja a cada sete dias ou antes, se houver desgaste.
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Descartar imediatamente se houver mau cheiro, mudança de cor ou deformação.
Mais do que um item de limpeza, a esponja também faz parte da segurança da cozinha. E, quando recebe os cuidados certos, ajuda a manter a casa mais higiênica e o preparo dos alimentos mais seguro.
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