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De 'carvão' a feijão com café: veja pratos exóticos de feira

8 nov 2012 - 21h07
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A cada ano os chefs de todo o mundo tentam inovar na gastronomia típica de seus países e torna-la ainda mais atraente. O “carvão comestível” e o caldinho de feijão com café são apenas alguns dos pratos exóticos que alguns chefs mostram na nona edição da Semana Mesa SP, realizada no Senac Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, de 5 a 9 de novembro.

O caldinho de feijão com café foi um dos pratos ousados preparados na feira gastronômica
O caldinho de feijão com café foi um dos pratos ousados preparados na feira gastronômica
Foto: Léo Pinheiro/Terra

 O chef Claudemir Barros, do Vila Bistrô, no Recife, é o grande inventor do chamado “carvão comestível”, que na verdade é uma macaxeira, ou mandioca, “pintada” com tinta de lula.

“Fui para Espanha há dois anos e quando chegamos vi os chefs trabalhando muito com tinta de lula. E lembrei que na frente da minha casa, na minha infância, um senhor fazia carvão para sustentar a família. O que é mais parecido com a madeira (que vai se tornar carvão) é a macaxeira, por conta das várias cavas. Fizemos o teste e o resultado foi perfeito”, afirmou o chef pernambucano.

Mas o trabalho não é tão simples quanto parece. Após cozinhar a macaxeira apenas com água e sal, o chef pinta essa mandioca com a tinta da lula e volta ao forno para secar. Depois disso, é feita uma infusão com gelo seco com aromatizador para que dê o aspecto defumado e se pareça ainda mais com o carvão. O prato é servido com charque e purê de mandioca.

Claudemir afirma que o objetivo foi trazer de volta à tona a rústica culinária pernambucana com seus principais ingredientes, a mandioca e o charque. “São ingredientes antigos que você pode transformar com apenas com uma tinta de lula. Isso deve ser uma cozinha verdadeira, melhorar o ingrediente, fazer ficar mais forte, mais reconhecido”, explicou.

Outro típico prato brasileiro foi modificado pelo chef Fábio Lazzarini, do restaurante Intermezzo. Fábio pegou dois grandes amores do brasileiro e criou o caldinho de feijão com café.

“O caldinho de feijão me lembra um pouco o gosto tostado do café e no meu paladar combinou bastante. Eu finalizo com café expresso e coloco pó de café”, afirmou Fábio, que explica ainda que é possível tomar/comer o prato em forma de purê ou até de sopa.

“Ele fica um pouco mais grosso. Tive que adaptar a textura pode se feita cada um com sua preferência. Tem gente que prefere comer como um purê ou até mesmo como uma sopa. Dependendo da estação você pode mudar. É bastante curioso”, completou.

Mas não são apenas pratos exóticos que são mostrados na feira. Apesar de ser bastante tradicional no Peru, o pisco com leche de tigre, mais conhecido como leche de tigre alcoólico, é bastante comum no país vizinho. O curioso é de que maneira isso é feito.

O chef Kenji Shiroma, do restaurante Killa, em São Paulo, explica como os peruanos consomem o pisco alcoólico. “O leche de tigre é consumido junto com o ceviche (peixe cru com cebola e coentro) e contém gengibre, alho, cebola e limão. Após o cidadão comer o ceviche, um caldo desse peixe e o resto do leche de tigre fica no prato. Então o peruano coloca pisco e toma”, explicou o chef peruano. Porém, Shiroma diz que prefere beber o leche de tigre com cerveja.

Fonte: Terra
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