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Estudo revela as melhores fontes de proteína; veja quais lideram a lista

Análise, que também considerou impacto ambiental e acessibilidade, comparou 20 alimentos e colocou quatro opções vegetais entre as mais bem avaliadas no resultado geral

22 out 2026 - 10h41
(atualizado às 10h42)
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Resumo
Um estudo da Universidade de Cambridge avaliou 20 fontes de proteína sob critérios de saúde, impacto ambiental e custo, revelando a predominância de opções vegetais no topo do ranking. O tofu conquistou o primeiro lugar geral devido ao seu alto valor nutricional e à baixa pegada ecológica, seguido por sementes de chia, feijão e quinoa. Entre as proteínas animais, apenas frango e atum figuraram no Top 10. Os autores alertam que a lista serve como comparativo amplo e não como regra individual.

Escolher uma boa fonte de proteína envolve mais do que observar apenas a quantidade do nutriente presente no alimento. Uma análise publicada na revista científica Frontiers in Sustainable Food Systems comparou 20 opções e reuniu critérios ligados à saúde, ao impacto ambiental e ao acesso aos produtos.

Proteína foi analisada além do valor nutricional, com critérios que também consideraram impacto ambiental e acessibilidade
Proteína foi analisada além do valor nutricional, com critérios que também consideraram impacto ambiental e acessibilidade
Foto: yulka3ice/Getty Images / Bons Fluidos

O trabalho, desenvolvido por Chris Macdonald, da Universidade de Cambridge, utilizou o chamado BPI Score para reunir esses diferentes fatores em uma mesma classificação. O resultado colocou alimentos de origem vegetal nas primeiras posições.

Quais fontes de proteína lideram a lista?

Entre os 20 alimentos analisados, quatro formaram o grupo dos 20% com melhor desempenho geral:

  • Tofu
  • Sementes de chia
  • Feijão
  • Quinoa

O tofu alcançou a maior pontuação da análise. O Better Protein Institute ainda apontou as opções vegetais como a categoria de melhor desempenho no resultado geral. Para chegar à classificação, o sistema considerou dois grandes grupos.

Um deles reuniu indicadores ambientais, como emissão de gases de efeito estufa, poluição da água e uso de recursos naturais. O outro avaliou fatores relacionados à saúde das pessoas, entre eles composição nutricional, preço e disponibilidade.

Quais alimentos completam o Top 10?

Além das quatro primeiras posições, outras seis fontes apareceram entre as mais bem avaliadas no resultado geral:

  • Sementes de girassol
  • Peito de frango
  • Atum
  • Amendoim
  • Grão-de-bico

O ranking mostra, portanto, uma presença predominante de alimentos vegetais entre os dez primeiros. Peito de frango e atum são as duas opções de origem animal que aparecem nesse grupo. A classificação também evidencia que o resultado não depende de um único atributo. Cada alimento acumula pontos de acordo com seu desempenho nos diferentes critérios e, a partir dessa soma, ocupa uma posição no ranking geral.

Por que o tofu ficou em primeiro lugar?

O desempenho do tofu chama atenção principalmente quando diferentes aspectos são observados em conjunto. Na avaliação ambiental, por exemplo, o alimento apresentou 0,61 kg de emissões de gases de efeito estufa para cada 100 g de proteína. A carne bovina, na mesma comparação, chegou a 64,19 kg.

A diferença também apareceu no uso da terra. O tofu foi associado a 2,16 m² para cada 100 g de proteína, diante de 211,38 m² da carne bovina. Na parte voltada às pessoas, entraram na análise fatores como sódio, gordura saturada, colesterol, presença dos nove aminoácidos essenciais, custo e facilidade de encontrar o produto. O tofu também obteve a maior pontuação nessa categoria.

Ranking não significa que exista uma proteína perfeita

O BPI Score, contudo, não funcionar como uma recomendação nutricional individual. O próprio autor reconhece que esta é uma versão inicial do sistema e que alguns fatores ainda não entraram na análise.

Outro limite está nos critérios de preço e disponibilidade. Essas informações tiveram como referência o mercado do Reino Unido, o que significa que custo e acesso podem mudar bastante em outros países.

Por isso, o ranking deve ser entendido como uma comparação ampla entre diferentes fontes de proteína dentro dos critérios escolhidos pelo estudo, e não como uma regra única para definir qual alimento cada pessoa deve consumir.

Bons Fluidos
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