Abacate ajuda mesmo na hipertrofia? Especialista responde
O abacate aparece com frequência em cardápios de quem busca ganhar massa muscular. Mas ele realmente ajuda na hipertrofia ou é apenas mais um alimento “da moda”?
Segundo o Dr. Carlos Werutsky, médico nutrólogo e do esporte e diretor da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), a fruta pode contribuir, mas de forma indireta.
“Os ingredientes de destaque do abacate, como ômegas 3, 6 e 9, ácido linolênico (ALA), luteína, vitamina C e magnésio — são considerados adjuvantes na recuperação pós-treino de força por suas ações antioxidantes e anti-inflamatórias. No entanto, não são ingredientes anabólicos para o músculo, mesmo considerando o valor energético de cerca de 312 kcal a cada 100 gramas da polpa”, explica.
Ou seja, o abacate não estimula diretamente a síntese de proteína muscular, processo essencial para a hipertrofia. Seu papel está mais relacionado à recuperação e ao suporte nutricional do organismo.
Rico em gorduras mono e poli-insaturadas, especialmente os chamados “ômegas”, o abacate contribui para a saúde celular e para o controle do estresse oxidativo, fenômeno intensificado após treinos de força intensos. “Essas gorduras ‘boas’, aliadas à luteína e à vitamina C, ajudam na defesa celular contra o ataque constante dos radicais livres”, destaca o especialista.
Além disso, por ser um alimento calórico e nutritivo, pode ser estratégico para quem precisa aumentar a ingestão energética diária, especialmente em fases de ganho de massa.
Como incluir no plano alimentar?
A forma mais recomendada de consumo é in natura, amassado e temperado com limão. Para quem busca hipertrofia, pode ser combinado com uma fonte proteica, como whey protein, criando uma preparação que une gordura de qualidade e proteína de alto valor biológico.
Outras opções incluem:
Guacamole (com cebola roxa, tomate, limão, sal e coentro)
Torradas com abacate (avocado toast)
Saladas variadas
Vitaminas combinadas com proteína