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Daphne Bozaski fala sobre maternidade à distância e apoio do marido: "É um privilégio"

Atriz refletiu sobre maternidade à distância, parceria no casamento e os desafios de conciliar a carreira com a criação do filho

13 jul 2026 - 21h25
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Aos 33 anos, Daphne Bozaski vive uma fase intensa na vida profissional. Depois do sucesso em 'Três Graças', a atriz se prepara para voltar aos palcos ao lado da amiga Gabriela Medvedovsky. No entanto, por trás da rotina de ensaios e gravações, ela também precisa conciliar a carreira com a maternidade e a vida a dois. Em entrevista à Marie Claire, Daphne falou abertamente sobre os desafios de trabalhar longe do filho, Caetano, de 7 anos, e destacou a parceria do marido, o chef Gustavo Araújo.

Daphne Bozaski refletiu sobre maternidade, carreira e a importância do apoio do marido em sua trajetória
Daphne Bozaski refletiu sobre maternidade, carreira e a importância do apoio do marido em sua trajetória
Foto: Reprodução Instagram/@daphnebozaski / Bons Fluidos

Daphne Bozaski fala sobre maternidade à distância

Enquanto trabalha no Rio de Janeiro, Daphne fica longe do filho e do marido, que vivem em São Paulo. Apesar da saudade, a atriz reconhece que esses períodos também oferecem momentos importantes de silêncio e conexão consigo mesma. "Quando estou no Rio, aproveito esse silêncio sem filho, marido, para pensar só em mim. Tenho saudade, mas também é um privilégio", contou.

Ainda assim, a atriz faz questão de conversar com Caetano sobre sua rotina profissional. Segundo Daphne, o trabalho representa não apenas sua fonte de renda, mas também um espaço de realização pessoal. "Digo que a mamãe está com saudade, mas também feliz de estar trabalhando", explicou.

Apoio do marido ajuda atriz a conciliar carreira e família

Casada há oito anos e em um relacionamento há 14, Daphne destacou a importância da parceria construída com o esposo. Para ela, compartilhar projetos e desejos ajuda a fortalecer uma relação ao longo do tempo. "Acho que o segredo para uma relação dar certo é ter projetos em comum. Não só um filho, mas projetos de vida, desejos", afirmou.

Além disso, Daphne contou que sempre desejou construir uma relação na qual pudesse continuar investindo na própria carreira depois da maternidade. Isso porque ela cresceu acompanhando de perto a trajetória da mãe, que a criou sozinha e precisou abrir mão de diferentes aspectos da vida profissional. Por esse motivo, quando decidiu ter Caetano, a atriz sabia que não queria abandonar a atuação.

"Quando a gente decidiu ter o Caetano, sabia que precisava continuar com meu trabalho, que não é só um lugar que me sustenta, mas também o lugar onde me sinto feliz, realizada", disse. Segundo a atriz, o apoio do marido também faz diferença nos momentos de insegurança. "Ele me apoia, me elogia, acredita em mim, tenta me colocar para cima quando às vezes eu acho que estou caindo."

Os desafios de criar um filho sem impedir sua individualidade

Para Daphne, a maternidade também trouxe reflexões sobre os limites entre orientar uma criança e permitir que ela construa a própria personalidade.

Agora, aos 7 anos, Caetano começa a demonstrar gostos pessoais, apresentar músicas e compartilhar experiências próprias. Consequentemente, a atriz passou a questionar até onde deve interferir nas escolhas do filho. "É uma responsabilidade saber o que dizer, mas, ao mesmo tempo, não ser uma pessoa que imponha a ponto de travá-lo e não deixá-lo se expressar", refletiu.

A atriz ainda destacou que considera a criação de um menino um desafio particular. Seu desejo, porém, é simples: "Eu quero que ele seja um menino legal."

Daphne Bozaski aprendeu a valorizar a própria trajetória

Apesar dos trabalhos de sucesso e do carinho dos fãs, Daphne afirma que a profissão de atriz continua cercada por incertezas. Afinal, períodos de grande exposição podem ser seguidos por meses sem novos projetos.

Anteriormente, essa falta de estabilidade causava ansiedade. Hoje, porém, a atriz tenta enxergar os intervalos profissionais de outra maneira. "Hoje, penso que estar sem trabalhar não é estar parada. Antes, eu ficava desesperada se não tinha um trabalho. Agora, valorizo a pausa", contou.

A terapia também ajudou Daphne a reconhecer as próprias conquistas e valorizar o caminho construído ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, ela evita se deixar levar pelo glamour associado à televisão. "Acho que a gente tem que se orgulhar e valorizar, mas também não dá para se iludir e entrar nesse lugar da estrela. A vida é dia após dia", concluiu.

Bons Fluidos
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