Corpo inflamado: 7 sinais que merecem atenção
Cansaço persistente, queda de cabelo e inchaço estão entre os sintomas que podem indicar desequilíbrios e merecem investigação
A nutricionista Alice Paiva alerta que sintomas comuns, como queda de cabelo, cansaço constante, compulsão por doces à noite, unhas fracas, inchaço matinal, sono não reparador e baixa imunidade, podem indicar inflamação corporal e carências nutricionais de ferro, zinco e vitaminas. Embora não fechem diagnósticos sozinhos, esses sinais recorrentes refletem desequilíbrios na rotina e na alimentação, exigindo investigação profissional integrada em vez de soluções superficiais e isoladas.
A nutricionista Alice Paiva lista sintomas do dia a dia que costumam ser ignorados, mas que podem apontar para um processo inflamatório em curso
Cabelo que cai mais do que o normal, cansaço que não passa nem depois de uma noite inteira de sono, vontade de doce toda noite depois do jantar. Esses sinais costumam ser tratados como coisas isoladas, "estresse", "falta de força de vontade", "só o inverno" e raramente são colocados lado a lado. Mas, segundo a nutricionista Alice Paiva, quando aparecem juntos ou de forma recorrente, eles podem estar contando a mesma história: a de um corpo inflamado.
Sintoma não fecha diagnóstico
Para Alice, o primeiro ponto é justamente evitar o exagero na outra direção. "Sintoma não fecha diagnóstico, só mostra onde investigar", resume a nutricionista. Ou seja: nenhum dos sinais abaixo, isoladamente, confirma nada. O que eles fazem é indicar por onde vale a pena começar a olhar, com exames, histórico alimentar e avaliação profissional.
A seguir, os 7 sinais que a nutricionista aponta como pistas de que algo pode estar desequilibrado.
Queda de cabelo, pode ter relação com ferro, zinco e vitamina D
Queda acima do normal nem sempre é sobre o shampoo errado. Segundo Alice, o fio que cai em excesso pode estar refletindo baixa reserva de ferro e ferritina, zinco, vitamina D, B12 ou até proteína insuficiente na dieta. "Cabelo caindo é pista", diz. Antes de trocar de produto, a recomendação é investigar o que está ou não está chegando ao corpo pela alimentação.
Cansaço que não passa, mesmo dormindo bem
Acordar exausta mesmo depois de dormir o suficiente é um dos sinais mais desconsiderados. "Cansaço não é preguiça", afirma a nutricionista. Para ela, esse tipo de fadiga persistente costuma envolver ferro, B12, folato ou vitamina D baixos, somados à qualidade real do sono e merece investigação, não só mais uma xícara de café.
Vontade de doce à noite, é sinal, não falta de força de vontade
Bater aquela vontade de doce depois do jantar não é, necessariamente, falha de disciplina. Alice explica que comer pouco e com pouca proteína ao longo do dia tende a aumentar a fome à noite. Jejuns longos e sono ruim pioram ainda mais esse desejo. "A vontade é sinal, não falha", resume.
Unhas fracas e quebradiças, o problema vem de dentro
Unhas que quebram com facilidade ou apresentam sulcos podem refletir baixa ingestão de proteína, ferro ou zinco. "Unha fraca fala de dentro", diz a nutricionista, para quem reforçar o esmalte não resolve o que, na origem, é uma questão de nutriente.
Acordar inchada sem motivo aparente
Para Alice, o inchaço ao acordar quase nunca é "só água". Jantar volumoso ou tardio, excesso de sódio, consumo de álcool e sono ruim são os fatores que mais contribuem para a sensação de corpo estufado pela manhã. "Inchaço de manhã tem causa", explica, e, segundo ela, ela costuma estar na rotina, não no copo d'água a mais.
Dormir 7 a 8 horas e continuar cansada
Ter dormido o número "certo" de horas não garante descanso. "Dormir não é o mesmo que descansar", pontua a nutricionista. Álcool, tela antes de dormir e estresse fragmentam o sono sem que a pessoa perceba, o resultado é acordar cansada mesmo cumprindo as 7 a 8 horas recomendadas.
Imunidade baixa e infecções de repetição
Gripar com frequência também entra na lista. Segundo Alice, infecção atrás de infecção pode envolver energia e proteína insuficientes no dia a dia, além de vitamina D e zinco baixos. "Não é só azar do inverno", alerta.
O que fazer com essa lista
Nenhum desses sinais, isoladamente, deveria ser motivo de alarme. Mas, juntos ou quando se repetem, funcionam como um convite para olhar com mais atenção para o que o corpo está sinalizando, buscar avaliação profissional e investigar antes de tratar cada sintoma como um problema separado de shampoo, de esmalte, de cafeína.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.