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Copa: por que jogadores mudam completamente a alimentação antes do Mundial

Com a convocação de Carlo Ancelotti definida, craques como Neymar e Vini Jr. adotam protocolos rígidos; entenda como a alimentação vira parte do treino

20 mai 2026 - 19h30
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O clima de Copa do Mundo de 2026 já tomou conta dos gramados e dos vestiários.

Veja a alimentação dos jogadores
Veja a alimentação dos jogadores
Foto: Fotos: Reprodução/Instagram / Sport Life

Com a lista oficial da Seleção Brasileira anunciada por Carlo Ancelotti, nomes como Neymar, Vinícius Júnior, Raphinha e Endrick iniciaram uma contagem regressiva que vai muito além das quatro linhas.

Agora, a regra é clara: o que vai ao prato é tão importante quanto o que acontece no treino.

A alimentação dos atletas passa por uma transformação radical para suportar o desgaste físico extremo, as viagens e a recuperação muscular recorde entre um jogo e outro.

Para entender essa dinâmica, a chef brasileira Cândida Batista, que atua na alta gastronomia em Viena e observa de perto o rigor europeu com a performance.

Comida com função de treino

Para Cândida, a relação do jogador com a comida muda de "prazer" para "protocolo". A precisão é comparada à cozinha de um restaurante selecionado pelo Guia Michelin, onde cada detalhe conta.

"Quando o jogador entra em ritmo de Copa, a comida passa a ser tratada quase como parte do treino", afirma a chef Cândida Batista.

Nesse período, o cardápio sofre uma "limpeza". Saem de cena as frituras, molhos gordurosos e doces excessivos. Entram os pratos leves e previsíveis.

O objetivo? Evitar qualquer desconforto gástrico ou sensação de peso que possa custar uma fração de segundo em campo.

O desafio do calor na Copa de 2026

Esta edição do Mundial, sediada nos EUA, México e Canadá, traz um adversário extra: o calor intenso e a umidade.

Relatórios da FIFA já acenderam o alerta para o desgaste físico, tornando a hidratação e a reposição de carboidratos simples pilares da sobrevivência esportiva.

"Hoje a comida precisa recuperar energia rápido sem deixar o corpo pesado", analisa a chef.

A estratégia nutricional agora foca em fornecer combustível imediato para que o músculo se regenere a tempo da próxima decisão.

Alta gastronomia vs. cozinha de seleção

Cândida Batista, que vive há 20 anos na Europa, traça um paralelo interessante entre os dois mundos. Ambos exigem controle absoluto e repetição, mas com objetivos distintos.

"Na alta gastronomia, surpresa costuma ser elogio. Em Copa do Mundo, o objetivo é justamente evitar qualquer risco", afirma.

Enquanto um chef busca encantar o paladar com o novo, o cozinheiro de uma seleção busca a segurança máxima para que o atleta renda 100%.

Estratégia invisível

O futebol de alto rendimento não aceita mais amadorismo na cozinha. O que antes era visto como um detalhe, hoje é o diferencial que mantém um jogador inteiro até a final.

"Hoje, no futebol de alto rendimento, a cozinha já faz parte da preparação tanto quanto o treino físico", conclui a chef brasileira.

Sport Life
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