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Uso excessivo de celular aumenta o risco de trombose? Especialista responde

A condição, que afeta principalmente mulheres, pode evoluir para embolia pulmonar e levar à morte se não for diagnosticada e tratada precocemente

30 mar 2026 - 17h09
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A síndrome do sedentarismo digital, caracterizada pelo hábito de permanecer parado por horas em frente às telas — principalmente o celular —, é responsável por desencadear diversos problemas de saúde. Um deles é a trombose venosa, doença mais comum entre mulheres e que apresenta alto risco de mortalidade se não for identificada precocemente.

A trombose pode evoluir para embolia pulmonar e levar à morte se não for diagnosticada e tratada precocemente
A trombose pode evoluir para embolia pulmonar e levar à morte se não for diagnosticada e tratada precocemente
Foto: Getty Images Signature/aniaostudio / Bons Fluidos

Como o celular aumenta o risco de trombose?

A doença ocorre quando um coágulo se forma no sistema circulatório e impede o fluxo sanguíneo, causando dor e inchaço na região afetada. Em entrevista à revista 'Ana Maria', o cirurgião vascular Caio Focássio apontou o tempo excessivo de tela como um facilitador desse acúmulo de sangue. Isso porque a falta de movimentação aumenta a probabilidade de desenvolver a estase venosa, que diminui a velocidade da circulação e faz com que o sangue fique estagnado nas pernas.

Esse quadro pode ocasionar a Trombose Venosa Profunda (TVP). Além do inchaço e do desconforto na perna, no tornozelo ou no pé, os trombos se manifestam inicialmente por sintomas como vermelhidão e pele mais quente no local afetado. Muitas vezes, também há dificuldade de apoio e locomoção. A atenção a esses sinais, conforme explicam especialistas, é crucial para evitar que a condição evolua para uma embolia pulmonar — quando o coágulo se desloca até o pulmão.

"É uma complicação ainda mais grave, pois, dependendo do tamanho deste coágulo, pode levar até a morte súbita do paciente", ressaltou o hematologista Erich Vinícius de Paula, em artigo para o site do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Grupos de risco e métodos de prevenção

De acordo com o profissional, o risco de trombose é maior entre indivíduos com mais de 65 anos e pessoas com doenças crônicas ou agudas. Além disso, pacientes em recuperação pós-operatória, bem como gestantes, mulheres que fazem uso de anticoncepcionais e portadores de trombofilias, também apresentam chances elevadas.

Nesses casos, o uso excessivo do celular e outras práticas que causam inatividade física por longos períodos aumentam ainda mais a probabilidade de desenvolver trombos. Por isso, tanto para quem faz parte do grupo de risco quanto para quem não faz, a recomendação é movimentar-se sempre que possível. Pequenas caminhadas durante o dia ajudam a estimular a circulação. Tente fazer pausas para tomar água, café ou simplesmente caminhar até o banheiro.

O Ministério da Saúde também indica, como forma de prevenir a trombose venosa profunda, o abandono do tabagismo, pois os componentes do cigarro lesionam veias e artérias. Além disso, o órgão aconselha reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, utilizar meias elásticas — especialmente em casos de varizes — e evitar a automedicação.

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Um post compartilhado por Dra Bianca Zocca | Hematologista (@drabiancazocca)

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