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Deborah Secco levou tapas ao interpretar Bruna Surfistinha

Atriz saiu nas ruas de SP no papel da prostituta e foi surpreendida por comerciante durante uma cena; entenda

17 out 2019
12h47
atualizado às 14h04
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Deborah Secco deu entrevista na quarta-feira, 16, ao Fábio Porchat no talk show Que História É Essa, Porchat?, do GNT, e falou sobre os apuros que passou durante as gravações do filme "Bruna Surfistinha (2011)", no qual ela interpretou a protagonista.

A atriz Deborah Secco
A atriz Deborah Secco
Foto: Reprodução de 'Conversa com Bial' (2018) / TV Globo / Estadão Conteúdo

A atriz revelou que o teor real da trama foi construído de um jeito que nunca havia trabalhado: ela e os outros personagens viveram o enredo em locações fictícias, sem câmeras, para absorver a emoção da história. "Fomos para lá eu e os atores que faziam meu pai, mãe e irmão. Convivemos dias de família. Ia para a casa, tomava café, banho", recorda.

Até que uma das cenas fugiu do controle e rendeu para Deborah Secco uns tapas de uma comerciante de São Paulo, que não a identificou. "As pessoas não me reconheciam. Era impressionante. Eu estava muito de vagabunda, sombra azul, quase nua [nas ruas da cidade]", conta.

Num dia de gravação, a artista recebeu a missão de ir até uma farmácia, no papel de Bruna Surfistinha (cujo nome original é Raquel), para comprar camisinhas. Ela estava na casa da cafetina (interpretada por Drica Moraes) e foi acompanhada da colega de ofício Larissa, personagem encenada por Cristiana Lago.

"Pegamos dinheiro, botei minha roupa de prostituta e fomos. Aí escutei um 'Raquel, Raquel'. Quando virei, era o [ator] Sérgio Guizé, que fazia o papel de irmão da Bruna", relembra.

"Ele falou: 'descobri, sua vagabunda. Você virou puta'. E correu atrás de mim. Não sei o que deu em mim na hora que comecei a chorar e corri por São Paulo perdidamente. Estava de chinelo, joguei o chinelo fora. Entrei num boteco chorando com a Cris [também em prantos], e a mulher do bar [que não era atriz] escondeu a gente atrás de uma parede falsa, onde tinha máquinas de caça níquel", completa.

A partir daí, Deborah Secco e Cristina Lago, com as personagens incorporadas, foram alvo de tapas da senhora que as acolheu. Sem as atrizes contarem a verdade daquele momento, a comerciante queria chamar a polícia e os pais das duas para conter a situação de violência, sem entender que a perseguição de Guizé não passava de uma cena de filme. "Vocês são pu**. Umas meninas tão bonitas...", afirmou a comerciante em tom de bronca.

Quando as duas saíram do bar e encontraram Guizé, que ainda estava no papel, voltou para a cena e foi na direção das duas, chamando-as de 'vagabundas'. "Quando ele veio, uns trinta [que não eram artistas] apareceram para bater nele: 'larga ela, larga ela'. E a gente falando que era um filme", relata.

Os artistas pararam a cena para conter a situação. Assista ao relato de Deborah Secco na íntegra:

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Estadão
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