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Com casos confirmados no Brasil, veja os sintomas e riscos da Febre do Nilo Ocidental

Doença é transmitida por mosquitos infectados e, apesar de muitas vezes não causar sintomas, pode evoluir para quadros neurológicos graves

25 ago 2026 - 11h40
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Resumo
O Brasil registrou quatro casos e uma morte por Febre do Nilo Ocidental em 2026, com ocorrências em São Paulo e Santa Catarina. Transmitida pela picada do mosquito Culex (pernilongo), a infecção viral é assintomática na maioria das vezes, mas pode causar febre, dores e, em casos graves, danos neurológicos severos como encefalite. Sem vacina ou antiviral específico, o tratamento foca nos sintomas, e a prevenção exige repelente, telas de proteção e eliminação de criadouros de mosquitos.

O Brasil já soma quatro casos confirmados e um óbito por Febre do Nilo Ocidental em 2026. A doença é uma infecção viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados e, apesar de muitas pessoas não apresentarem sintomas, pode provocar complicações neurológicas nos casos mais graves.

A Febre do Nilo Ocidental é transmitida por mosquitos infectados e pode evoluir para quadros neurológicos graves
A Febre do Nilo Ocidental é transmitida por mosquitos infectados e pode evoluir para quadros neurológicos graves
Foto: Saccobent/Getty Images Pro / Bons Fluidos

São duas notificações em São Paulo e outras duas em Santa Catarina. O Ministério da Saúde também acompanha um caso provável no Piauí. No estado paulista, os primeiros registros da doença foram identificados em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, teve histórico recente de viagem à região amazônica e já se recuperou. A outra paciente, de 18 anos, permanece internada.

Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos, de Imbituba, morreu em 8 de agosto. O outro caso é de um homem de 56 anos, de Caçador, que recebeu alta. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, os dois pacientes apresentaram complicações neurológicas. As autoridades ainda investigam os locais prováveis de infecção.

O que é a Febre do Nilo Ocidental?

De acordo com o Ministério da Saúde, a Febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um arbovírus, grupo que também inclui doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O vírus circula principalmente entre aves silvestres e mosquitos, e os seres humanos podem ser infectados pela picada de um inseto contaminado.

Os mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos, estão entre os principais responsável por disseminar a doença. O orgão aponta que a exposição pode ser maior em áreas rurais e silvestres onde há circulação do vírus.

Na maioria das infecções, a pessoa não apresenta sintomas. Quando eles aparecem, contudo, incluem febre de início súbito, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular, náusea, vômito, dor nos olhos, perda de apetite, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos

Riscos da doença e tratamento

Em uma parcela menor dos casos, a Febre do Nilo Ocidental pode atingir o sistema nervoso central e provocar complicações mais graves, como encefalite, meningite, fraqueza muscular, convulsões e paralisia flácida aguda. "Um em cada 150 indivíduos infectados desenvolve doença neurológica severa. A encefalite é o quadro mais comum entre as manifestações neurológicas", afirma o Ministério da Saúde. 

Os quadros mais graves podem exigir hospitalização e acompanhamento intensivo. Entre as manifestações possíveis após os impactos estão alterações no estado mental, problemas de coordenação, fraqueza muscular e convulsões. Por isso, a presença de sintomas neurológicos associados a um quadro infeccioso exige avaliação médica.

Atualmente, não há vacina ou medicamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental para uso no Brasil. O tratamento é feito de acordo com os sintomas e a gravidade do quadro. Em situações mais severas, o paciente pode precisar de internação, hidratação, suporte respiratório e outros cuidados para controlar as complicações. O diagnóstico, por sua vez, tem importância para a vigilância epidemiológica, já que ajuda as autoridades a identificar áreas onde o vírus pode estar circulando.

Como prevenir a infecção?

Como a principal forma de transmissão é a picada de mosquito infectado, a prevenção busca diminuir o contato com esses insetos. O Ministério da Saúde recomenda:

  • Usar repelente;
  • Instalar telas em portas e janelas;
  • Evitar a exposição aos mosquitos, principalmente no amanhecer e no entardecer;
  • Eliminar recipientes que possam acumular água;
  • Manter os ambientes limpos e reduzir possíveis criadouros;
  • Evitar o contato com animais mortos, quando possível.

Quem trabalha ou permanece por longos períodos ao ar livre em áreas rurais e silvestres, deve reforçar os cuidados. A vigilância também envolve os animais. O Ministério da Saúde orienta a notificação de aves silvestres e equídeos que apresentem adoecimento ou morte acompanhados de sinais neurológicos.

Diante de sintomas compatíveis com a doença, principalmente após possível exposição a mosquitos em regiões de risco, a recomendação é procurar atendimento médico. Além de permitir o cuidado adequado, a avaliação contribui para o acompanhamento da circulação do vírus no país.

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