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Cólica intestinal: gastroenterologista revela 3 hábitos que podem piorar crises

Cólica intestinal pode ter relação com hábitos do dia a dia. Descubra 3 comportamentos que podem piorar as crises e quando é hora de investigar.

21 jul 2026 - 21h00
(atualizado às 21h01)
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Muitas pessoas acreditam que a cólica intestinal acontece apenas por causa de uma intolerância alimentar ou de alguma doença do intestino. Embora essas sejam causas possíveis, elas não explicam todos os casos.

Cólica intestinal / Canva
Cólica intestinal / Canva
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

O funcionamento do intestino também é influenciado pelos hábitos do dia a dia.

A forma como você se alimenta, lida com o estresse e até a regularidade do seu intestino podem favorecer ou intensificar as crises de cólica intestinal, especialmente em pessoas com síndrome do intestino irritável (SII) ou maior sensibilidade intestinal.

A seguir, conheça três hábitos que podem contribuir para esse problema.

1. Comer muito rápido

A digestão começa antes mesmo de o alimento chegar ao estômago.

Quando fazemos as refeições com pressa, mastigamos menos, engolimos mais ar e enviamos grandes volumes de alimento para o sistema digestivo em pouco tempo.

Isso pode aumentar a produção de gases, favorecer a distensão intestinal e estimular contrações mais intensas, provocando cólicas.

Além disso, quem come rapidamente costuma perceber pior os sinais de saciedade, o que favorece refeições maiores do que o necessário.

2. Passar por períodos de estresse constante

O intestino e o cérebro estão em comunicação permanente por meio do chamado eixo cérebro-intestino.

Por isso, situações de estresse, ansiedade e privação de sono podem alterar o funcionamento intestinal, aumentar a sensibilidade à dor e modificar a motilidade do intestino.

Na prática, isso significa que um intestino que normalmente toleraria pequenos estímulos pode passar a responder com dor, cólicas, diarreia ou até prisão de ventre.

Isso não significa que a dor seja algo que "você inventou" ou que "não exista". Os sintomas são reais, mas o estresse pode funcionar como um gatilho importante.

3. Ignorar episódios frequentes de prisão de ventre

Quando as fezes permanecem muito tempo no intestino, ocorre maior fermentação do conteúdo intestinal, aumento da produção de gases e distensão das alças intestinais, fatores que favorecem o aparecimento da dor.

Por isso, tratar a constipação adequadamente costuma reduzir não apenas a dificuldade para evacuar, mas também a frequência das cólicas.

Toda cólica intestinal é normal?

Não. Episódios ocasionais de cólica intestinal podem acontecer, principalmente após excessos alimentares ou infecções intestinais. No entanto, quando a dor é recorrente, merece investigação.

Uma das causas mais frequentes é a síndrome do intestino irritável (SII).

De acordo com os critérios de Roma V, o diagnóstico pode ser considerado em pessoas com dor ou desconforto abdominal recorrente, em média pelo menos 3 dias por mês durante 3 meses, associado a pelo menos dois dos seguintes fatores: relação com a evacuação, alteração na frequência das evacuações ou mudança na consistência das fezes.

A avaliação deve sempre ser feita por um médico, considerando também a duração e o impacto dos sintomas.

Mas a síndrome do intestino irritável não é a única possibilidade.

As cólicas também podem estar relacionadas a intolerâncias alimentares, doença celíaca, parasitoses, doença inflamatória intestinal ou outras condições.

Por isso, se a dor é frequente, persistente ou interfere na sua qualidade de vida, vale a pena procurar atendimento médico para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

Como evitar crises de cólica intestinal

Muitas vezes, pequenos hábitos do dia a dia influenciam diretamente o funcionamento do intestino e podem ser suficientes para desencadear ou piorar as crises.

Se as cólicas são frequentes, não tente apenas eliminar alimentos por conta própria. Identificar a verdadeira causa é o primeiro passo para controlar os sintomas e recuperar sua qualidade de vida.

Fonte: SaúdeLAB
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