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Cirurgia de Roberto Carlos: como é feita e quais são os riscos?

Procedimento já estava marcado e não deverá alterar a agenda de shows do artista.

23 jul 2026 - 19h34
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Resumo
Roberto Carlos, de 85 anos, será submetido a uma cirurgia por videolaparoscopia para retirar a vesícula, procedimento minimamente invasivo que promete recuperação ágil. Apesar de ser uma técnica segura, especialistas destacam a importância de avaliações criteriosas em idosos devido a possíveis comorbidades, como diabetes e hipertensão. A boa preparação médica reduz os riscos e facilita a recuperação. 🩺✨

Cantor passará por uma cirurgia da vesícula nos próximos dias; especialista esclarece os riscos

A internação do cantor Roberto Carlos, que completou 85 anos em abril, para uma cirurgia de retirada da vesícula chamou a atenção dos fãs e levantou uma dúvida comum: esse procedimento é seguro para pessoas idosas? Segundo comunicado da equipe do cantor, a operação foi previamente programada e será realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que, em geral, proporciona recuperação mais rápida e, portanto, não deve interferir na agenda de shows do artista.

Cirurgias em pacientes idosos, como Roberto Carlos, exigem mais atenção; artista completou 85 anos em abril
Cirurgias em pacientes idosos, como Roberto Carlos, exigem mais atenção; artista completou 85 anos em abril
Foto: Beatriz Damy/Globo / Revista Malu

Embora seja considerada padrão-ouro para o tratamento de doenças da vesícula, a cirurgia por videolaparoscopia em pacientes de idade avançada exige uma avaliação mais criteriosa. De acordo com o médico José Afonso Sallet, que é especialista em cirurgias digestiva e bariátrica, a idade, isoladamente, não é um impedimento para o procedimento, mas algumas condições de saúde podem aumentar os cuidados necessários.

"Nos pacientes idosos, a experiência da equipe médica é determinante para minimizar riscos e garantir uma recuperação tranquila. Com planejamento adequado e acompanhamento especializado, o procedimento costuma apresentar excelentes resultados", afirma.

Entenda a videolaparoscopia

A técnica de videolaparoscopia consiste em pequenas incisões no abdômen. Por esses orifícios, o cirurgião introduz uma microcâmera e instrumentos cirúrgicos para visualizar toda a região em alta definição e retirar a vesícula. Essa técnica representa menor agressão ao organismo.

Segundo Sallet, em comparação com a cirurgia aberta, com incisão maior, a técnica oferece outros benefícios importantes. "A videolaparoscopia proporciona menor dor no pós-operatório, cicatrizes discretas, menor risco de intercorrências e uma recuperação mais rápida", explica. Segundo ele, a consolidação do procedimento por vídeo transformou o tratamento das doenças da vesícula.

Quando a cirurgia é necessária?

Na maioria dos casos, indica-se a retirada da vesícula para pacientes que apresentam cálculos biliares, as chamadas "pedras na vesícula". Esses cálculos são capazes de provocar crises de dor intensa, náuseas e inflamações.

O procedimento também pode ser recomendado em casos de colecistite aguda (inflamação da vesícula), pólipos e outras complicações relacionadas. Pessoas que passam por perda acelerada de peso, como após cirurgia bariátrica ou dietas muito restritivas, também apresentam maior risco de desenvolver cálculos biliares, tornando a cirurgia frequentemente necessária.

Quais são os riscos?

Apesar de segura, a cirurgia requer atenção especial no caso de pacientes mais velhos. Entre os fatores que merecem avaliação, estão comorbidades associadas como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e pulmonares, que podem aumentar os riscos anestésicos e pós-operatórios.

Além disso, a recuperação pode ser um pouco mais lenta devido à maior fragilidade dos tecidos e à redução das defesas naturais do organismo (baixa imunidade). O risco de infecção, embora geralmente baixo, também merece monitoramento cuidadoso.

"O mais importante é que o paciente seja bem avaliado antes da cirurgia e conte com o acompanhamento de uma equipe experiente. Esses cuidados reduzem os riscos e favorecem uma recuperação segura", reforça o especialista.

Como é a recuperação?

Segundo o médico, a cirurgia costuma durar entre 15 e 20 minutos e, nos casos sem complicações, o paciente pode receber alta no mesmo dia. A recuperação também tende a ser rápida. Em cerca de dois dias, muitos pacientes conseguem retomar parte das atividades habituais.

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