Cirurgia de Roberto Carlos: como é feita e quais são os riscos?
Procedimento já estava marcado e não deverá alterar a agenda de shows do artista.
Roberto Carlos, de 85 anos, será submetido a uma cirurgia por videolaparoscopia para retirar a vesícula, procedimento minimamente invasivo que promete recuperação ágil. Apesar de ser uma técnica segura, especialistas destacam a importância de avaliações criteriosas em idosos devido a possíveis comorbidades, como diabetes e hipertensão. A boa preparação médica reduz os riscos e facilita a recuperação. 🩺✨
Cantor passará por uma cirurgia da vesícula nos próximos dias; especialista esclarece os riscos
A internação do cantor Roberto Carlos, que completou 85 anos em abril, para uma cirurgia de retirada da vesícula chamou a atenção dos fãs e levantou uma dúvida comum: esse procedimento é seguro para pessoas idosas? Segundo comunicado da equipe do cantor, a operação foi previamente programada e será realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que, em geral, proporciona recuperação mais rápida e, portanto, não deve interferir na agenda de shows do artista.
Embora seja considerada padrão-ouro para o tratamento de doenças da vesícula, a cirurgia por videolaparoscopia em pacientes de idade avançada exige uma avaliação mais criteriosa. De acordo com o médico José Afonso Sallet, que é especialista em cirurgias digestiva e bariátrica, a idade, isoladamente, não é um impedimento para o procedimento, mas algumas condições de saúde podem aumentar os cuidados necessários.
"Nos pacientes idosos, a experiência da equipe médica é determinante para minimizar riscos e garantir uma recuperação tranquila. Com planejamento adequado e acompanhamento especializado, o procedimento costuma apresentar excelentes resultados", afirma.
Entenda a videolaparoscopia
A técnica de videolaparoscopia consiste em pequenas incisões no abdômen. Por esses orifícios, o cirurgião introduz uma microcâmera e instrumentos cirúrgicos para visualizar toda a região em alta definição e retirar a vesícula. Essa técnica representa menor agressão ao organismo.
Segundo Sallet, em comparação com a cirurgia aberta, com incisão maior, a técnica oferece outros benefícios importantes. "A videolaparoscopia proporciona menor dor no pós-operatório, cicatrizes discretas, menor risco de intercorrências e uma recuperação mais rápida", explica. Segundo ele, a consolidação do procedimento por vídeo transformou o tratamento das doenças da vesícula.
Quando a cirurgia é necessária?
Na maioria dos casos, indica-se a retirada da vesícula para pacientes que apresentam cálculos biliares, as chamadas "pedras na vesícula". Esses cálculos são capazes de provocar crises de dor intensa, náuseas e inflamações.
O procedimento também pode ser recomendado em casos de colecistite aguda (inflamação da vesícula), pólipos e outras complicações relacionadas. Pessoas que passam por perda acelerada de peso, como após cirurgia bariátrica ou dietas muito restritivas, também apresentam maior risco de desenvolver cálculos biliares, tornando a cirurgia frequentemente necessária.
Quais são os riscos?
Apesar de segura, a cirurgia requer atenção especial no caso de pacientes mais velhos. Entre os fatores que merecem avaliação, estão comorbidades associadas como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e pulmonares, que podem aumentar os riscos anestésicos e pós-operatórios.
Além disso, a recuperação pode ser um pouco mais lenta devido à maior fragilidade dos tecidos e à redução das defesas naturais do organismo (baixa imunidade). O risco de infecção, embora geralmente baixo, também merece monitoramento cuidadoso.
"O mais importante é que o paciente seja bem avaliado antes da cirurgia e conte com o acompanhamento de uma equipe experiente. Esses cuidados reduzem os riscos e favorecem uma recuperação segura", reforça o especialista.
Como é a recuperação?
Segundo o médico, a cirurgia costuma durar entre 15 e 20 minutos e, nos casos sem complicações, o paciente pode receber alta no mesmo dia. A recuperação também tende a ser rápida. Em cerca de dois dias, muitos pacientes conseguem retomar parte das atividades habituais.
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