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Cientistas desenvolvem novo teste para detectar e evitar gravidez de risco

Para além do exame, pesquisadores do Reino Unido descobriram que a perda de bebês é desencadeada por alterações no revestimento uterino

10 jul 2025 - 16h38
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Especialistas da Universidade de Warwick desenvolveram um novo teste que pretende identificar alterações no revestimento do útero, responsáveis por desencadear uma gravidez de risco e até abortos espontâneos. O novo estudo apresenta novas perspectivas sobre as causas da perdas de bebês e possíveis tratamentos.

Para além do teste, pesquisadores do Reino Unido descobriram que a gravidez de risco é desencadeada por alterações no revestimento uterino
Para além do teste, pesquisadores do Reino Unido descobriram que a gravidez de risco é desencadeada por alterações no revestimento uterino
Foto: Canva Equipes/trendstetterimages / Bons Fluidos

Teste detecta gravidez de risco

Antes das análises dos pesquisadores do Reino Unido, a maioria das pesquisas se focava na características e, principalmente, na qualidade do embrião. O novo levantamento, contudo, identificou que, em determinados casos, o aborto espontâneo ocorre quando o revestimento uterino não se prepara adequadamente para a gestação.

Assim, o ambiente, que deveria permitir o desenvolvimento do bebê, se torna inóspito. "Muitas jovens ouvem que simplesmente tiveram 'azar', mas nossas descobertas mostram que o próprio útero pode estar aprontando o terreno para a perda gestacional, mesmo antes da concepção", explicou a principal autora da pesquisa, Joanne Muter, à 'CNN'. 

Ademais, para além dessa causa, foi possível constatar que, independentemente da idade, a sua incidência aumenta a cada perda. A partir dessas descoberta, os profissionais, então, conseguiram criar um exame para detecta o risco da condição em mulheres. De acordo com a estudiosa, o teste foi criado com o intuito de localizar "abortos espontâneos evitáveis" e propor tratamentos.

Uma esperança para muitas mulheres

Atualmente, mais de mil pacientes no Centro Nacional Tommy de Pesquisas sobre Perda Gestacional, no Hospital Universitário de Coventry e Warwickshire, avaliam o novo método. Mas o caso de Holly Milikouris se destacou.

Segundo a instituição, a mulher, que já tinha sofrido cinco abortos espontâneos, afirmou que o estudo mudou sua vida. Isso porque possibilitou o acesso aos tratamentos adequados e o nascimentos de dois filhos: George, de 3 anos, e Heidi, de 17 meses.

"Pela primeira vez, os resultados da minha biópsia foram normais, e tivemos não uma, mas duas gestações bem-sucedidas. Nunca seremos capazes de agradecer o suficiente ao Professor Brosens e temos esperança de que os resultados deste estudo inovador ajudem muitas outras famílias", contou Milikouris.

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