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Chuva de meteoros Orionídeas atinge pico nesta quarta; veja como observar no Brasil

Lua crescente deixará uma janela mais escura antes do amanhecer, período mais favorável para acompanhar o fenômeno

21 out 2026 - 10h36
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Resumo
A chuva de meteoros Orionídeas, formada por fragmentos do cometa Halley, atinge o pico nesta quarta-feira e poderá ser vista em todo o Brasil, com taxa de até 20 meteoros por hora. O melhor momento para observação ocorre no fim da madrugada, após a Lua se pôr e antes do amanhecer, com leve vantagem para as regiões Norte e Nordeste. O fenômeno é visível a olho nu, sem necessidade de equipamentos, bastando olhar em direção à constelação de Órion em um local escuro e com ampla visão do céu.

A chuva de meteoros Orionídeas  chega ao momento de maior atividade nesta quarta-feira (21). Em condições ideais, o fenômeno pode produzir cerca de 20 meteoros por hora, com as melhores oportunidades de observação no Brasil concentradas nas últimas horas da madrugada.

Chuva de meteoros ligada ao cometa Halley poderá produzir cerca de 20 aparições por hora em condições ideais
Chuva de meteoros ligada ao cometa Halley poderá produzir cerca de 20 aparições por hora em condições ideais
Foto: forplayday/Getty Images / Bons Fluidos

A origem do espetáculo, de acordo com especialistas, está em partículas deixadas pelo cometa Halley em antigas passagens pelo Sistema Solar. Nesta semana, a posição da Lua também terá influência sobre o que será possível enxergar no céu.

Chuva de meteoros fica mais visível no fim da madrugada

Segundo o Observatório Nacional, a Lua estará crescente, com aproximadamente 77% do disco iluminado. Sua claridade pode esconder os meteoros menos brilhantes durante parte da noite. Depois que ela se põe, porém, surge um intervalo mais escuro antes do amanhecer.

As condições são favoráveis em todo o país. "A boa notícia é que todo o Brasil pode observar. O radiante em Órion é visível de norte a sul, com leve vantagem no norte e nordeste, onde ele sobe mais alto", apontou o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss e parceiro do Observatório Nacional, em comunicado.

O horário perfeito para a observação, contudo, muda conforme a cidade. De acordo com o 'g1', em Recife o período mais favorável fica aproximadamente entre 1h20 e 3h43. Em Fortaleza, vai de 1h31 a 4h02, enquanto no Rio de Janeiro ocorre entre 2h09 e 3h57.

Para quem estiver em São Paulo, a indicação é observar entre 2h24 e 4h10. Em Porto Alegre, o intervalo vai de 2h51 a 4h16. Os horários correspondem ao período em que há menos interferência da Lua antes de o céu começar a clarear.

Como observar as Orionídeas?

Para acompanhar a chuva de meteoros, não é necessário usar telescópio ou binóculo. Como os rastros podem surgir em áreas diferentes do céu, manter um campo de visão amplo costuma ser mais útil do que concentrar a atenção em um ponto pequeno.

O ideal é escolher um local com pouca iluminação artificial e visão aberta do céu. Também vale permanecer alguns minutos no escuro para que os olhos se adaptem. No Hemisfério Sul, a orientação é olhar principalmente na direção nordeste ou norte.

A constelação de Órion ajuda como referência. Ela pode ser reconhecida pelas três estrelas alinhadas popularmente chamadas de Três Marias. O chamado radiante das Orionídeas fica nessa região, mas isso não significa que seja necessário olhar diretamente para ele durante toda a observação.

Os rastros luminosos aparecem quando pequenos fragmentos encontrados pela Terra entram na atmosfera em alta velocidade. No caso das Orionídeas, esse material foi deixado pelo cometa Halley ao longo de suas órbitas anteriores. Segundo o Observatório Nacional, os meteoros podem atingir aproximadamente 66 quilômetros por segundo. Por isso, costumam cruzar o céu rapidamente e alguns deixam trilhas luminosas que permanecem perceptíveis por alguns segundos.

Orionídeas permanecem ativas até novembro

O pico desta semana concentra a maior atividade, mas não representa o fim do fenômeno. De acordo com o Observatório Nacional, as Orionídeas ficam ativas entre 2 de outubro e 7 de novembro em 2026. O Halley, por sua vez, não precisa estar próximo da Terra para que essas chuvas ocorram.

As partículas permanecem distribuídas ao longo de sua trajetória e podem ser encontradas pelo planeta anos depois da passagem do cometa. A última aproximação aconteceu em 1986, e a próxima está prevista para 2061. Esses resíduos também estão relacionados às Eta Aquáridas, observadas em maio. Após o máximo das Orionídeas, a frequência de meteoros tende a diminuir, mas algumas aparições ainda podem ocorrer durante os próximos dias.

Bons Fluidos
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