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Medidas de higiene ajudam a manter bactérias fora de casa

Lavar as mãos e tirar os sapatos antes de entrar na residência diminuem risco de transmissão de doenças contagiosas

4 abr 2014 13h00
| atualizado em 7/4/2014 às 15h06
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Apesar de nos preocuparmos mais com a saúde quando estamos fora de casa, é na suposta segurança do lar que pegamos a maior parte das doenças. Por falta de cuidados básicos de saúde, muitas vezes trazemos da rua companhias invisíveis e altamente indesejadas: as bactérias. É impossível eliminar 100% dos microrganismos que afetam o corpo humano, mas algumas medidas básicas e simples de higiene ajudam muito a manter esses visitantes desagradáveis do lado de fora da porta.  

Medidas simples, como lavar as mãos sempre que chegar em casa, contribuem para deixar as bactérias longe do lar
Medidas simples, como lavar as mãos sempre que chegar em casa, contribuem para deixar as bactérias longe do lar
Foto: Shutterstock

A primeira medida, e a mais básica de todas, é lavar as mãos sempre que entrar em casa, afirma o infectologista Paulo Olzon Monteiro da Silva, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp). “O principal foco de transmissão de infecções – principalmente as respiratórias – é a própria mão”, afirma. O ideal é chegar em casa e ir direto para a pia e lavar as mãos com vontade. “O melhor é não cumprimentar uma pessoa antes de lavar a mão e tirar anel e aliança quando lavar as mãos, lavar na frente, atrás e entre os dedos.”

Outra atitude que contribui para evitar a transmissão de doenças é um costume vindo do Oriente: tirar os sapatos ao entrar em casa. Outra dica é manter um bom capacho na frente da porta. “A presença de um capacho na porta elimina 80% das bactérias da rua que estão no sapato. Ele tem que ser lavado, por isso é melhor um modelo de plástico que um de fibra de coco”, explica o biomédico Roberto Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria.

Os sapatos não são o principal veículo para as bactérias, mas é preciso tomar cuidado especial com calçados que passaram pelo cemitério – é fundamental desinfetá-los antes de entrar em casa. “A terra do cemitério é contaminada. Nela, podem existir bactérias de infecções que mataram algumas pessoas que estão enterradas por lá. Esses microrganismos são resistentes ao tempo e sobrevivem na terra por meio de esporos, que podem ficar nos sapatos”, explica Dr. Bactéria. A solução é embeber um pano com desinfetante e passar na sola do calçado.

E as bactérias não entram em casa só quando pegam “carona” em partes do corpo. O telefone celular, que está sempre em contato com as mãos, também pode funcionar como “meio de transporte”. Por isso, Dr. Bactéria recomenda uma limpeza semanal do aparelho com álcool isopropílico, à venda em casas de materiais eletrônicos. “A limpeza é feita com uma toalha de papel umedecida com esse tipo de álcool. Não adianta exagerar no álcool, as bactérias não morrem afogadas”, brinca o biomédico.

Vale lembrar, também, que as bactérias não vêm só das ruas, elas podem surgir na despensa ou na geladeira, em comidas contaminadas que provocam doenças que causam vômitos e diarreias. Para evitar que essas bactérias se propaguem, não deixe a comida fora da geladeira e tome cuidado ao consumir cremes e maioneses, que se deterioram com mais facilidade, principalmente no calor. “Para provocar uma doença não é preciso só uma bactéria. Você precisa de um número grande, uma carga infectante alta que vence a resistência do corpo e desencadeia a doença”, afirma Paulo Olzon, presidente da Associação dos Médicos da Escola Paulista de Medicina (AMEPM) e infectologista da Unifesp. “Por isso é que acontecem aqueles episódios de comer algo em grupo, todo mundo passar mal e você não. Um pedaço não é igual ao outro, você pode pegar um pedaço com maior carga infectante ou a sua resistência pode ser menor”, completa o infectologista.

E se alguém ficar doente?
Se, apesar de todas essas medidas preventivas, um morador da casa for infectado por alguma doença contagiosa, é importante tomar alguns cuidados para evitar que as bactérias se proliferem. Não é necessário isolar a pessoa em um cômodo, mas é bom não compartilhar certos utensílios, como toalha ou talheres. Manter a casa arejada permite a circulação do ar e dificulta que a doença seja transmitida pelo ar. Por fim, é bom evitar, por uns dias, contatos físicos muito próximos, como deitar na mesma cama e beijar o doente, já que doenças como a gripe e a hepatite A são transmitidas pela saliva. “Boa parte das doenças respiratórias são transmitidas antes de aparecer os sintomas, aí, não há o que fazer”, explica Olzon.

Fonte: PrimaPagina
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