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Mais segurança e conforto: 5 dicas para adaptar a casa ao envelhecimento

Intervenções simples e podem ser incorporadas tanto em reformas quanto em imóveis novos

11 jun 2026 - 16h46
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O Brasil envelhece em ritmo acelerado. Entre 2012 e 2025, a população brasileira com 60 anos ou mais subiu de 11,3% para 16,6%, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essa mudança demográfica gera reflexões sobre saúde, mobilidade e moradia, o que traz novos desafios para famílias, profissionais da saúde e arquitetos.

É possível ter ambientes capazes de acompanhar diferentes fases da vida, com funcionalidade, acessibilidade e qualidade de vida
É possível ter ambientes capazes de acompanhar diferentes fases da vida, com funcionalidade, acessibilidade e qualidade de vida
Foto: fizkes | Shutterstock / Portal EdiCase

Para atender a essa parcela de moradores, as alterações estruturais nos lares ganham prioridade. O planejamento arquitetônico pode contribuir para reduzir riscos, facilitar o cotidiano e preservar a independência de quem deseja permanecer em casa ao longo do envelhecimento.

Segundo a arquiteta e urbanista Sabrina Fidelis, especialista em interiores e com experiência em projetos na área da saúde, há intervenções que são simples e podem ser incorporadas tanto em reformas quanto em imóveis novos. "Grande parte das adaptações está relacionada à prevenção de acidentes e à organização dos espaços. A casa precisa acompanhar as mudanças que ocorrem ao longo da vida", afirma.

A seguir, a profissional indica cinco caminhos para adaptar a casa ao envelhecimento. Confira!

1. Reduza os riscos de quedas

Normalmente, quando uma pessoa compra um imóvel, não se preocupa com a acessibilidade do local. Porém, com o passar dos anos, essa falta de planejamento pode resultar em acidentes domésticos causados por desníveis, pisos escorregadios, acessos exclusivamente por escadas, quinas vivas e tapetes soltos, que aumentam o risco de quedas.

Conforme Sabrina Fidelis, o primeiro passo é avaliar a circulação entre os ambientes. Corredores, quartos e banheiros costumam exigir atenção especial. "Em muitos casos, a retirada de obstáculos e a escolha adequada dos revestimentos já contribuem para tornar a casa mais segura", afirma. Pisos antiderrapantes, circulação livre e eliminação de barreiras físicas funcionam.

2. Reforce a iluminação dos ambientes

A redução gradual da capacidade visual faz parte do processo natural de envelhecimento. Por isso, a iluminação exerce papel importante na segurança e na autonomia dentro de casa. A orientação é aproveitar ao máximo a luz natural e complementar os ambientes com iluminação artificial distribuída de forma uniforme. Sensores de presença em corredores, banheiros e áreas de circulação também podem facilitar os deslocamentos noturnos e reduzir o risco de acidentes.

imagem de vaso sanitário branco em banheiro com barras de apoio de metal em volta
imagem de vaso sanitário branco em banheiro com barras de apoio de metal em volta
Foto: Portal EdiCase

No banheiro, barras de apoio bem-posicionadas ajudam bastante na prevenção a acidentes envolvendo idosos (Imagem: Nalidsa | Shutterstock)

3. Dê atenção especial ao banheiro

Entre os ambientes da residência, o banheiro concentra uma parcela significativa dos acidentes envolvendo idosos. Veja o que considerar:

  • Barras de apoio bem-posicionadas (existe uma norma que estabelece recomendações e dimensões adequadas para instalação: a ABNT NBR 9050);
  • Piso antiderrapante em toda a área molhada;
  • Box do tipo walk-in ou sistemas sem soleira, que eliminam barreiras físicas e reduzem significativamente o risco de quedas, proporcionando maior autonomia e conforto ao usuário;
  • Banco para banho, fixo ou removível;
  • Vaso sanitário em altura adequada (ou com elevador de assento acoplado).

"O banheiro reúne água, superfícies escorregadias e espaços reduzidos. Pequenas intervenções podem contribuir para mais segurança e autonomia no ambiente mais privado da residência", diz a arquiteta.

4. Priorize a ergonomia no dia a dia

A disposição dos móveis e dos objetos de uso frequente influencia diretamente a independência dos moradores. Armários muito altos ou muito baixos, por exemplo, exigem movimentos que podem comprometer o equilíbrio ou gerar desconforto. A recomendação é manter utensílios, roupas e itens de uso diário em áreas de fácil alcance, assim evita-se esforços desnecessários e torna as atividades cotidianas mais simples.

"Um projeto bem planejado considera a ergonomia em todas as etapas da rotina, desde pegar uma xícara no armário da cozinha até alcançar um livro na estante", avalia Sabrina Fidelis.

5. Planeje adaptações antes da necessidade

A arquitetura voltada à longevidade parte do princípio de que as adaptações não precisam ocorrer apenas quando surgem limitações físicas. Portas mais largas, áreas de circulação amplas e espaços preparados para receber equipamentos de apoio podem ser previstos ainda na fase de projeto ou reforma.

"Quando essas soluções são incorporadas desde o início, a residência tende a responder melhor às necessidades futuras e evita ações emergenciais. É possível ter ambientes capazes de acompanhar diferentes fases da vida, com funcionalidade, acessibilidade e qualidade de vida", afirma Sabrina Fidelis.

Por Fernanda Pereira

Portal EdiCase
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